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Fortaleza
NOTÍCIA

Lavanderia popular tem energia cortada

|JOAQUIM TÁVORA| A conta está paga pela Prefeitura somente até maio

18:00 | 08/07/2019
Grupo de mulheres temem fechamento de lavanderia comunitária no Joaquim Távora.
Grupo de mulheres temem fechamento de lavanderia comunitária no Joaquim Távora.(Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo)

Atualizada às 17h27min

O Centro Maternal Profissional da Piedade, conhecido popularmente como Lavanderia comunitária da LBA, no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza, corre o risco de encerrar as atividades após 55 anos de funcionamento. O local está desde o dia 19 de junho sem o fornecimento de energia elétrica e pelo menos 20 mulheres estão sem poder exercer as suas funções normalmente.  A informação  foi veiculada em primeira mão na coluna assinada pelo jornalista Eliomar de Lima ontem, na edição impressa do O POVO.

Fundado em 1964, pelo então governador do Ceará, Coronel Virgílio Távora, o local sempre funcionou oferecendo serviços de lavanderia com preços populares. O equipamento atualmente é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) e a manutenção é feita pela Secretaria Regional II.

O POVO esteve no equipamento e conversou com as responsáveis pelas reivindicações que pedem para que o local não seja fechado. De acordo com Renilde Barroso, de 53 anos, a lavanderia é a fonte de renda de mulheres do próprio bairro e adjacências. Segundo ela, se o funcionamento for paralisado, pelo menos 20 famílias irão perder a fonte do seu sustento direto. "Nós pedimos para que a prefeitura e a regional resolva a nossa situação, se aqui fechar, não temos como manter essa demanda em nossas casas", conta.

A lavanderia funciona de segunda à sábado, e cada peça posta para lavar tem um preço calculado pelas próprias mulheres. O local, embora administrado pela Prefeitura não possui segurança e a energia do prédio foi paga somente até o mês de maio. De acordo com Renilde, elas não fazem parte de nenhuma associação, e não houve aviso prévio ou informativo de que o local não teria mais a energia. "Procuramos a Regional II, e lá ficamos sabendo que a Prefeitura não iria mais arcar com os custos, mas não fomos informados quem ficaria, ou se seríamos nós as pessoas que devemos pagar, e pra piorar não sabemos se poderemos ainda continuar no prédio, já que não é propriedade privada", explica.

A reportagem procurou Enel, que em nota informou que a suspensão do fornecimento da energia foi feita após solicitação da Prefeitura de Fortaleza.

Confira a nota na íntegra

"A Enel Distribuição Ceará informa que realizou, no mês passado, a suspensão do fornecimento de energia da Lavanderia Vicente Fialho, de responsabilidade da Prefeitura de Fortaleza, por solicitação da própria Prefeitura. A companhia informa também que foi solicitado o encerramento da relação contratual comunicando que, a partir de agora, a unidade consumidora não fica mais sob o escopo da Prefeitura".

A reportagem também procurou a Secretaria Regional II, para esclarecimentos, no entanto, até o fechamento desta edição não obtivemos retorno. 

Jullie Vieira