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Fortaleza
NOTÍCIA

Primeiro dia útil de desvios na Santos Dumont tem trânsito normal; trecho terá estação do metrô

Local ficará interditado por 12 meses

15:05 | 10/06/2019
Trecho da Avenida Santos Dumont entre as ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli é interditado para a construção da Estação Colégio Militar, do metrô, no Bairro Aldeota
Trecho da Avenida Santos Dumont entre as ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli é interditado para a construção da Estação Colégio Militar, do metrô, no Bairro Aldeota(Foto: Tatiana Fortes/O POVO)

Para o início da construção da Estação Colégio Militar, parte da Linha Leste do metrô de Fortaleza, a avenida Santos Dumont ficará bloqueada por 12 meses. Veículos e pedestres não podem transitar no trecho entre as ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli. Na manhã desta segunda-feira, 10, primeiro dia útil da interdição, o fluxo de trânsito no desvio da obra foi normal, sem engarrafamentos. Em 2014, a avenida foi interditada pela primeira vez para as obras do metrô, que não chegaram a ser iniciadas.

Os motoristas que desejam seguir na Santos Dumont devem dobrar à direita na rua Dona Leopoldina, à esquerda na rua Franklin Távora, à direita na rua Nogueira Acioli e então dobrar novamente para a continuação da avenida.

A parada de ônibus que fica na praça em frente ao Colégio Militar fica inutilizada durante as obras. Os passageiros devem se dirigir a pontos antes ou depois do trecho interditado. Nesta manhã, agentes de trânsito orientavam os condutores e pedestres que passavam pelo local.

Como a entrada principal do Colégio Militar fica exatamente no trecho bloqueado, a passagem dos alunos passou a ser feita pelos portões laterais da instituição, nas ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli. De acordo com o núcleo de Comunicação da escola, a mudança não provocou transtornos nesta segunda-feira.

Segundo a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), parte da praça em frente ao colégio também será fechada. Serão construídos mezaninos, bilheteria e plataforma de embarque. A estação é a terceira da primeira parte da Linha Leste, que ligará o Centro ao Papicu. Funcionários começavam a cavar os primeiros buracos na via nesta manhã. O trabalho de sondagem do subsolo, para analisar presença de água ou canos, está sendo o primeiro passo da obra.

Para toda o trecho entre Centro e Papicu, estão disponíveis R$ 1 bilhão do BNDES, R$ 660 milhões do Governo Federal e R$ 186 milhões do Tesouro Estadual. A Seinfra afirma que a previsão é que a linha seja concluída em quatro anos. No domingo, quando O POVO Online visitou o bloqueio, muitos moradores demonstraram não acreditar que as obras seriam postas em prática. No entanto, a secretaria diz que máquinas de escavação dos túneis e cerca de 400 trabalhadores já estão aplicados nas obras.

Alexia Vieira/ Especial para O POVO