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Fortaleza
NOTÍCIA

Santos Dumont é interditada para obra do metrô; clima entre moradores e trabalhadores é de descrédito

Trecho já tinha sido interditado em agosto de 2014 para obra que nunca começou

19:24 | 09/06/2019
O motorista que vem do Centro em direção à Aldeota, deve entrar à direita na rua Dona Leopoldina, à esquerda na rua Franklin Távora, à esquerda na rua Nogueira Acioli e à direita para retornar à avenida Santos Dumont. (Foto: Mauri Melo/O POVO).
O motorista que vem do Centro em direção à Aldeota, deve entrar à direita na rua Dona Leopoldina, à esquerda na rua Franklin Távora, à esquerda na rua Nogueira Acioli e à direita para retornar à avenida Santos Dumont. (Foto: Mauri Melo/O POVO).(Foto: Mauri Melo/O POVO)

Paradas desde o início de 2015, as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) foram reiniciadas na tarde do domingo, 9. Para os trabalhos, trecho da avenida Santos Dumont em frente ao Colégio Militar foi bloqueado. O local já tinha sido bloqueado em agosto de 2014 para a construção da estação do metrô - o que nunca chegou a ser iniciado - e teve trânsito liberado dois anos depois.

A Fase 1 da Linha Leste irá ligar o Centro ao bairro Papicu. A estação Colégio Militar é a terceira das cinco estações previstas no percurso da linha, que conta com a estação de superfície Tirol e quatro subterrâneas: Chico da Silva, Colégio Militar, Nunes Valente e Papicu.

Neste primeiro momento, apenas o trecho da avenida Santos Dumont está interditado. O motorista que segue do Centro em direção ao bairro Aldeota deve dobrar à direita na rua Dona Leopoldina, à esquerda na rua Franklin Távora, à esquerda na rua Nogueira Acioli e à direita para retornar à avenida Santos Dumont.

Segundo nota divulgada pela Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), o trânsito do local deve ser liberado em 12 meses.

Críticas e descrédito

O taxista Warner Vasconcelos, que trabalha no ponto de táxi na praça em frente à Paróquia Cristo Rei, acredita que a interdição afetará o fluxo de passageiros que passam pelo local. “As pessoas que andam por aqui não percebem que tem um ponto de táxi. Vai ser um transtorno para gente e vão diminuir as corridas”, projetou Warner. Ele já trabalhava nesse ponto de táxi durante a interdição de 2014 e espera que as obras sejam concluídas desta vez.

Francisco Barbosa, morador da proximidade da avenida Santos Dumont, afirma que as obras irão afetar, além do tráfego de veículos, o lazer das pessoas. Ele utiliza o entorno do Estádio General Eudoro Correia para praticar caminhada e conta que, quando o trecho foi fechado em 2014, somente uma parte da calçada estava liberada para os pedestres. “Quase que não tinha espaço pra gente andar. Não confio muito que vá sair dessa vez, mas torço pra que sim, né!?”.

Valdecir Freitas, que mora na rua Costa Barros, logo atrás do CMF, relata que desde a Copa do Mundo de 2014 informam que o metrô será entregue. “Eu tenho que dar uma volta grande para poder pegar a Santos Dumont quando vou trabalhar. Em 2014 disseram que iam conseguir terminar, mas isso aqui não vai pra frente, só faz buraco e barulho”, criticou o morador.

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Mudanças

A rua Franklin Távora, que originalmente tem sentido Aldeota-Centro, teve sentido invertido para a obra. Na esquina com a rua Dona Leopoldina, os motoristas podem entrar à direita para pegar a rua Nogueira Acioli. Neste domingo, a equipe do O POVO Online presenciou a ação da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) enquanto orientava dois motoristas que trafegavam no sentido antigo.

Mapa da interdição Estação Colégio Militar
Mapa da interdição Estação Colégio Militar (Foto: Divulgação/Seinfra/CE)

Líllian Santos/ especial para o povo