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Fortaleza
NOTÍCIA

Equipe de engenharia constata risco iminente de desabamento em prédio da Maraponga

A averiguação foi realizada na manhã deste domingo, 2, por uma equipe do Corpo de Bombeiros

12:54 | 02/06/2019
FORTALEZA, CE, BRASIL, 01-06-2019: Prédio cedeu no bairro da Maraponga e foram retiradas 16 famílias que lá moravam. A defesa civil isolou a região por risco de desabamento. (Foto: Júlio Caesar/O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 01-06-2019: Prédio cedeu no bairro da Maraponga e foram retiradas 16 famílias que lá moravam. A defesa civil isolou a região por risco de desabamento. (Foto: Júlio Caesar/O POVO)(Foto: Julio Caesar/Julio Caesar)

Uma equipe de engenharia do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) realizou, na manhã deste domingo, 2, uma averiguação no prédio que sofreu desabamento parcial na Maraponga. Constatou-se que existe risco iminente de desabamento. As informações são da assessoria do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE).

Leia mais: Colunas cedem, prédio inclina e 16 famílias são retiradas de apartamentos

Segundo o tenente Romário Fernandes, a equipe de engenharia esteve no local junto com uma equipe de salvamento. Com o auxílio de um drone, um cachorro que havia ficado preso no prédio também foi resgatado.

As colunas de sustentação da edificação cederam, causando um desabamento parcial na tarde de sábado, 1º. Não houve feridos e os moradores foram retirados. Além dos moradores do prédio, doze casas vizinhas a estrutura foram desocupadas.

Enfermeiro e morador do edifício, Jarbas Torres, 38, afirmou em entrevista ao O POVO Online momentos depois do incidente que há duas semanas o alicerce cedeu e o proprietário chamou um pedreiro, que constatou um vazamento na base do prédio.

De acordo com ele, rachaduras começaram a aparecer e a Defesa Civil foi acionada. “O proprietário contratou dois engenheiros que avaliaram e disseram que o risco era médio, que ninguém corria risco de perder a vida. Não acreditamos nisso porque ninguém viu como estava lá embaixo", relatou.

Amauri Melo, agente da Defesa Civil, preparou um laudo técnico na quinta-feira, 30, informando sobre a necessidade de fazer avaliação da estrutura do prédio depois de ir pela segunda vez em menos de 15 dias no edifício. “Não foi rachaduras do pilares, O problema era embaixo, no solo. Diante de tudo isso, eu orientei ao solicitante para chamar a imobiliária e o proprietário do prédio para que pudessem fazer uma avaliação com o engenheiro”. De acordo com Amauri, foi informado que o prédio precisava de cuidados imediatos, pois havia uma inclinação no edifício.

Ao O POVO Online, Amauri detalhou ter feito a medição dos cinco pilares alinhados. Segundo ele, percebeu-se o declive de uma das colunas e uma abertura no final do muro de 1,5 centímetros. “Percebemos que em cada base do pilar houve uma remoção. Foi colocado argamassa para uma suposta irregularidade da fundação”, explicou o agente.

Izadora Paula