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Conhecido como "estelionatário do amor", cearense volta a ser preso após suspeita de fazer novas vítimas

A prisão de João foi realizada em São Paulo. Ele é natural do Ceará e fez dezenas de vítimas em vários estados do Brasil

21:17 | 19/03/2019

João Luiz Melo de Souza, conhecido como "estelionatário do amor", foi novamente preso. A Polícia Civil de São Paulo investiga a denúncia de mais vítimas do homem. Ele é suspeito de enganar mais de 30 mulheres nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. João Luiz foi detido, desta vez, em posse de um documento falso. A ação aconteceu nessa segunda-feira, 18, depois que uma mulher foi até a Delegacia de Assuntos Gerais, da Polícia Civil de São Paulo, relatando ter caído no golpe. Ele foi preso pela primeira vez em 2016.

A vítima compareceu à delegacia e denunciou que mantinha um relacionamento com João há dois meses. Ela o conheceu pelo aplicativo de relacionamentos Tinder e só percebeu que era vítima de um estelionato depois que outras pessoas entraram em contato informando sobre as práticas do homem, que eram idênticas as que aconteciam com ela.

A mulher cedeu a própria residência para que ele morasse e fez empréstimos bancários. João dizia que era agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e que fazia missões internacionais. Ele relatava que estava com problema na conta bancária e seus cartões estavam bloqueados. A partir dessa afirmação, ele passou a depender financeiramente da vítima.

Ao ser contactada por redes sociais e descobrir que dezenas de mulheres foram enganadas pelo homem, a vítima ainda descobriu que o nome fornecido pelo estelionatário era falso. 

O caso

O cearense utilizava as redes sociais Tinder e Facebook para conquistar mulheres e extorqui-las. As vítimas criaram grupos onde relatam as experiências e os prejuízos que variam de R$ 8 mil a R$ 40 mil. Fingindo ser um servidor da Abin ou oficial do Exército Brasileiro, o homem abordava as vítimas, iniciava relacionamentos e aplicava golpes. Ele foi preso pela primeira vez em 2016. 

O Povo