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Vítimas cearenses comemoram prisão de "estelionatário do amor"

João Luiz foi preso pela Polícia Civil em São Paulo

12:54 | 13/08/2016
"A sensação de Justiça, o filme que passa na nossa cabeça com todos os momentos difíceis que passamos. Comemoramos sim...muito", disse uma das vítimas cearenses de João Luiz Melo de Souza, 49 anos, suspeito de enganar mais de 30 mulheres nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Distrito Federal comemoraram a prisão temporária realizada na última quinta-feira, 11.

De acordo com uma das cearenses que pediu para não se identificar, a notícia da prisão veio por meio de um policial civil de São Paulo, que buscava vítimas após a prisão. "A Polícia havia recebido a denúncia de uma moça que estava com ele e desconfiou. Quando olhou na Internet viu a quantidade de vítimas. Ela foi até a delegacia e deu o endereço. Os policiais militares foram lá. Quando puxaram a ficha descobriram um monte de denúncias, boletins de ocorrência", relatou.

 Outra das vítimas, que também pediu para não ser identificada, disse foi pega de surpresa com a notícia na quinta-feira, 11. "É o fechamento de um ciclo. A sensação de que não foi tudo em vão. Todo o sofrimento vivido de abril (mês em que foi enganada) pra cá. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Civil de São Paulo, de onde a Justiça decretou a prisão. Ele foi encaminhado ao 96º Distrito Policial.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), com a divulgação da identidade de João Luiz, a Polícía espera que outras mulheres venham a denúncia-lo, após o reconhecimento. Conforme a SSPDS, parte do inquérito é instaurado pela Polícia do Ceará. O suspeito estava sob investigação na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e pode ser ouvido pela Polícia Civil do Ceará, em São Paulo, ou por carta precatória.

 O caso
   
O cearense utilizava as redes sociais Tinder e Facebook para conquistar mulheres e extorqui-las. As vítimas criaram grupos onde relatam as experiências e os prejuízos que variam de R4 8 mil a R$ 40 mil. Fingindo ser um servidor da Agência Nacional de Inteligência (Abin) ou oficial do Exército Brasileiro, o homem abordava as vítimas, iniciava relacionamentos e aplicava golpes.
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