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Mucuripe e Pecém

Operação da Receita Federal em portos cearenses não realizou nenhuma apreensão

Iniciada na última terça-feira, 5, a ação investiga possíveis flagrantes de tráfico de drogas, descaminho e contrabando

16:46 | 08/02/2019
Foto: Mateus Dantas / O POVO
Foto: Mateus Dantas / O POVO

Os portos do Mucuripe e do Pecém estão sendo palco de fiscalização comandada pela Receita Federal de Brasília desde a última terça-feira, 5. A operação busca eventual flagrante de tráfico de drogas, bem como possíveis casos de descaminho e contrabando registrados nos pátios. Até o momento, como não foi encontrada nenhuma irregularidade, apreensões não foram realizadas.

A ação conta com o apoio das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), sendo acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF). De acordo com a Receita, os trabalhos estão sendo realizadas por meio de intensificação das atividades de vigilância e repressão aduaneiras. “Foram realizados diversos exercícios conjuntos, com vistas a aperfeiçoar o trabalho integrado de inteligência e execução”, informou.

Ainda segundo o órgão, os resultados até agora são coerentes com as atividades desenvolvidas pela Superintendência Regional da 3ª Região Fiscal, que tem sede em Fortaleza e que abrange Ceará, Piauí e Maranhão. “Importante consignar, ainda, que nos últimos anos, não há registro, pelas autoridades internacionais, de chegada de drogas nos portos de outros países, cuja origem seja de portos cearenses”, enfatizou.

O POVO apurou e publicou nessa quarta-feira, 6, que o Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública do Nordeste (Ciisp), sediado em Fortaleza, contatou a Delegacia Geral da Receita, em Brasília, solicitando a inspeção conjunta. Na ocasião, o procurador da República Márcio Tôrres afirmou: “O trabalho é mais para prospectar, descobrir as falhas nos portos, do que para atuar contra um alvo específico.”

Apreensões em 2017 e 2018

Planilha disponibilizada pela Receita Federal mostra que o valor de materiais apreendidos em portos cearenses mais do que dobrou de 2017 para 2018.

Redação O POVO Online