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JÚRI POPULAR

Dois réus são condenados por tortura e assassinato de três mulheres; sessão segue pela madrugada

Os crimes contra Nara Aline Mota de Lima, de 23 anos, Ingrid Teixeira Ferreira, de 22 anos, e Darcyelle Ancelmo de Alencar, 31 anos, foram filmados e divulgados nas redes sociais

00:34 | 28/02/2019
Resgate dos corpos de 3 mulheres mortas por facções rivais e enterradas em um mangue no bairro Vila Velha.
Resgate dos corpos de 3 mulheres mortas por facções rivais e enterradas em um mangue no bairro Vila Velha.

O julgamento que teve início na manhã desta quarta-feira, 27, segue pela madrugada, no fórum Clóvis Beviláqua, e já deu veredito para dois dos envolvidos. Bruno Araújo de Oliveira e Jeilson Lopes Pires foram condenados pela tortura e assassinato de três mulheres em 2 de março de 2018, no bairro Vila Velha, em Fortaleza.

A dupla foi julgada por cometer três homicídios triplamente qualificados (por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima); destruição e ocultação de cadáver, também três vezes; além de participação em organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e tortura, em júri popular.

Os crimes contra Nara Aline Mota de Lima, de 23 anos, Ingrid Teixeira Ferreira, de 22 anos, e Darcyelle Ancelmo de Alencar, 31 anos, foram filmados e divulgados nas redes sociais. Uma das vítimas chegou a ser esquartejada viva.

Ao longo da madrugada, Júlio César Clemente da Silva, Rogério Araújo de Freitas e Francisco Robson de Souza Gomes, o Mitol - este por chamada de vídeo - serão julgados na 3ª Vara do Júri, do Fórum Clóvis Beviláqua, pelo juiz Victor Nunes Barroso. Ao fim da sessão, as sentenças serão determinadas.

Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), o processo faz parte do programa “Tempo de Justiça”, uma parceria entre Poder Executivo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, que conduz processos de crimes dolosos contra a vida com autoria esclarecida, ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2017. A acusação é feita pela promotora de Justiça Joseana França e a defesa pela defensora pública Sulamita Teixeira.

Ingrid Campos