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FAMÍLIAS DESABRIGADAS

Moradores do São Cristóvão bloqueiam avenida em protesto após enchente

O prefeito Roberto Cláudio afirmou que apresentará um projeto de lei emergencial na Câmara de Fortaleza para indenizar as pessoas que foram atingidas pela chuva

18:07 | 26/02/2019
Moradores do São Cristóvão realizam protesto e bloqueiam uma parte da avenida Governador Leonel Brizola. (Foto: Via WhatsApp)
Moradores do São Cristóvão realizam protesto e bloqueiam uma parte da avenida Governador Leonel Brizola. (Foto: Via WhatsApp)

Um grupo de moradores do bairro Conjunto São Cristóvão, no Jangurussu, realizou protesto na tarde desta terça-feira, 26, depois que cerca de 26 famílias atingidas pelas chuvas do último domingo, 24, tiveram que deixar suas casas em decorrência de alagamentos.

Os manifestantes bloquearam uma parte avenida Governador Leonel Brizola, com pedaços de madeira e caixas de papelão.

No local, uma equipe da Defesa Civil tentou conversar com a população. Agentes da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) foram acionados para garantir a segurança.

De acordo com um dos manifestantes que não quis se identificar, desde a última segunda-feira, 25, as famílias que tiveram suas casas alagadas estão abrigadas no Cuca do Jangurussu, sem perspectiva de retorno ao lar. "Fomos até lá porque garantiram que iriam resolver nosso problema, e até agora não fizeram nada", explica.

Confira o vídeo da manifestação

Em apoio à manifestação, Ari Areia (Psol-Ce), que foi que candidato ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2018, tentava conciliar a conversa entre as famílias e a defesa civil. Ao O POVO Online, Ari contou que esteve no local pela manhã para ver como os moradores estavam, após dois dias de terem suas casas atingidas pela chuva do fim de semana. "Existem famílias que perderam tudo, eles relataram que a situação se agravou depois que foi realizada uma obra na barragem próxima, e que não foi só a chuva que contribuiu para a situação", explica. 

As casas que foram atingidas pela água da chuva estão sendo consideradas pela Defesa Civil de alto risco à vida. Desde o remanejo das famílias para o Cuca do Jangurussu, a Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) disponibilizou uma equipe do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) para realizar a retirada de documentos que foram perdidos. Além de profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) para prestar atendimento médico.

Ainda na segunda-feira, o prefeito Roberto Cláudio afirmou que apresentará um projeto de lei emergencial na Câmara de Fortaleza (CMF)  para indenizar as pessoas que foram atingidas pela chuva.

 

Redação O POVO Online