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Presidente do Conselho Penitenciário considera "imprudente" fala de secretário sobre facções

Após o pronunciamento, Capital e Região Metropolitana registram mais de dez ataques a prédios e equipamentos públicos, ônibus e agência bancária

12:53 | 03/01/2019
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O presidente do Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), Cláudio Justa, definiu como “imprudente” a fala do secretário da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque. O chefe da nova pasta do governo de Camilo Santana disse, ao tomar posse, que não reconhece facções e que os detentos do Estado não seriam mais divididos por vínculo com organizações criminosas.
 
Após o pronunciamento, série de ataques foram registrados em Fortaleza e na Região Metropolitana, com explosões e incêndios em prédios e ônibus. Até o começo da tarde desta quinta-feira, 3, 14 ações foram contabilizadas.

[SAIBAMAIS]Em entrevista à Rádio O POVO CBN, na manhã desta quinta, Justa afirmou que o discurso de Luís Mauro é pautado pela expectativa da população de retomar o controle do sistema prisional, mas a proposta “esbarra em questões estruturais”. Citando a fala em que o secretário disse não “reconhecer” facções, Justa comentou que “não é uma questão de mera vontade”. O presidente do conselho afirmou ainda que o Estado não está capacitado para ter o controle pleno dos presídios.

Ponto importante para atingir o resultado do prometido pelo secretário, segundo Cláudio Justa, seria ampliar a quantidade de agentes penitenciários nas unidades. Para ele, o planejamento para se controlar os presídios poderia ser realizado, mas a realidade estrutural não permite execução do plano. Cláudio aponta que não há metodologia para separar os presos que afaste risco de chacinas dentro do sistema penitenciário no Ceará. 
 
Redação O POVO Online 
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