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Detento que chefia tráfico no Litoral Leste teria ordenado ataques na Região Metropolitana

Celular apreendido de traficante preso na CPPL I teria ordens disparadas antes dos acontecimentos

09:50 | 03/01/2019
A ordem para os ataques nesta madrugada em Fortaleza e Região Metropolitana, com incêndios a ônibus e até a explosão de uma viga de sustentação do viaduto da BR-020, teria partido de dentro da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL) I, em Itaitinga.

[SAIBAMAIS]
Pelo menos esta é a linha de investigação trabalhada, na manhã desta quinta-feira, 3, pelas coordenadorias de Inteligência das Secretarias da Segurança Pública e Defesa Social (Coin-SSPDS) e da Secretaria da Administração Penintenciária (Coint-SAP).

Pouco depois das primeiras confirmações de incêndios a ônibus e detonação da coluna do viaduto, líderes da facção Comando Vermelho (CV), na CPPL I, foram retirados de celas conjuntas e postos em isolamento. 
 
O POVO Online apurou que as autoridades penitenciárias e de segurança estariam atribuindo o comando das investidas a um traficante preso naquela unidade. Ele seria o chefe da distribuição e venda de drogas em cidades do Litoral Leste (Pindoretama, Cascavel, Beberibe), no lado Sul da Capital e em parte de Caucaia - onde fica o viaduto atacado.

Na inspeção feita na cela do traficante, que terá o nome preservado a pedido da fonte, havia um celular que estaria com informações associadas aos ataques anteriores aos acontecimentos. Um juiz analisa, desde cedo, um pedido de quebra de sigilo telemático. Os setores de Inteligência pretendem extrair dados que permanecem arquivadas no HD ou no chip do telefone - como fotos, áudios e conversas.
 
Veja mapa interativo que mostra todos os detalhes da onda de ataque:
[VIDEO2] 
Os ataques coincidiram com a fala do novo secretário estadual da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque. O titular da SAP disse que não reconhece facções criminosas no Ceará. Ele também afirmou que mudará a lógica de divisão de presos por unidades penitenciárias de acordo com cada organização criminosa.

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