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Após um ano, universitária que atropelou e matou três pessoas ainda está sem data para ser julgada

O caso ocorreu em 17 de março de 2012 na avenida Deputato Paulinho Rocha. A acusada é Amanda Cruz da Silva e está em liberdade desde 14 de julho.

16:58 | 18/03/2013
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Há um ano, três pessoas eram atropeladas e mortas na avenida Deputado Paulino Rocha, em Fortaleza. O caso provocou comoção e revolta na população. Ele ocorreu no dia 17 de março de 2012, quando a universitária Amanda Cruz da Silva, 20, dirigia seu carro e perdeu o controle do veículo, atingindo Marcilene Silva Maia, de 17 anos, e a filha dela, Ana Rafaela da Silva Maia, de um ano e sete meses, além de Alex Nascimento Sousa. As vítimas não resistiram aos ferimentos.

Um ano após o acidente, a jovem universitária tenta levar uma vida normal, apesar do acontecido, de acordo com o advogado de defesa, Francisco das Chagas Alves Pereira. Segundo ele, Amanda está sendo acompanhada por psicólogos e retomou os estudos em um curso de Direito.

O advogado diz também que a jovem frequenta a igreja e não sai mais para festas. Ela "perdeu a alegria de sair", destaca. Amanda está focada nos estudos e, segundo ele, continua morando com os pais.

A acusada está em liberdade desde 14 de julho, quando sua prisão foi revogada. A decisão foi do juiz da 3ª vara do Júri do Fórum Clovis Beviláqua, José Castro Andrade, que tem acompanhado o caso da jovem. Segundo a assessoria de comunicação dele, ainda não foi definida uma data para o julgamento de Amanda.

O processo
Segundo o advogado de Amanda, o processo ainda está na fase de instrução processual, devido a diligências requeridas pela defesa. Foram pedidos novos laudos periciais da AMC, do Detran e do veículo, para melhor análise da situação dos freios e do comando do carro, por exemplo. De acordo com o advogado e com a 3ª Vara, os laudos já foram entregues ao juiz.

Após a fase de instrução processual, o juiz abre um prazo, de cerca de 10 dias, para os memoriais da defesa e da promotoria. Depois desse período, o juiz pronunciará a sentença de pronúncia, determinando se a acusada responderá por Homicídio Culposo (culpa consciente) ou por Homicídio Doloso (dolo eventual). Se a decisão for a primeira, Amanda será levada a júri popular; se for a segunda opção, o caso passará para a Vara de Delito de Trânsito.

O Ministério Público vai abalizar todas as instrução e ver se há elementos para sustentar um dolo eventual, diz o advogado. Os elementos seriam a comprovação de embriaguez e de direção em alta velocidade, por exemplo.

O advogado destaca ainda que a defesa vai mostrar que Amanda cometeu um delito culposo. Ela colheu matéria de sangue, de urina, ofereceu todo o material ao Instituto Médico Legal (IML) para ser analisado e todos os altos deram negativos.

Relembre o caso
No dia 17 de março de 2012, a estudante Amanda Cruz da Silva perdeu o controle do veículo após passar pelo viaduto da avenida Deputado Paulino Rocha e atropelou três pessoas.

Em entrevista ao O POVO, a jovem disse que voltava para casa, após abastecer em um posto de gasolina, quando uma moto barulhenta teria passadopor ela, que assustou-se. Por causa disto, ele teria jogado o carro para o meio-fio.

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Após o acidente, populares tentaram agredir a condutora, mas foram impedidos por policiais do Ronda do Quarteirão. Amanda ficou detida no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Aquiraz, Região Metropolitana da Capital, por mais de 90 dias e teve a prisão revogada no dia 13 de julho pelo tempo que ficou presa, por ser ré primária e ter residência fixa.

Bebida alcoólica
Amanda disse, em maio do ano passado, que foi coagida pelo delegado que recebeu o caso a admitir a ingestão de bebida alcoólica horas antes da colisão. Segundo a universitária, o delegado forçou-a a declarar que tinha bebido porque a imprensa tava em cima e ele tava trocando de turno e queria ir embora". "Ele mandou eu dizer e eu fiquei sem saber o que fazer e só confirmei. Falei forçada”, afirmou, sem citar o nome do civil.

Jéssica Welma
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Camila Holanda
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