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PUBLIEDITORIAL Movida

Armar não é a solução: MOVIDA lança campanha contra o porte de armas e a favor da não-violência

07/10/2019 09:27:33
Vídeos apresentam cenas de estresse e descontrole para criar reflexão sobre o risco de uma arma de fogo (Reprodução)
Vídeos apresentam cenas de estresse e descontrole para criar reflexão sobre o risco de uma arma de fogo (Reprodução)

Discussões no trânsito, confusão em festas, brigas em partida de futebol. Enquanto os ânimos estão alterados, perder a razão é comum. E, infelizmente, situações desagradáveis assim ocorrem no cotidiano com frequência. Apesar dos contextos violentos, esses cenários geralmente não acabam protagonizando homicídios. Mas imagine como seria o desfecho dessas histórias se alguém estivesse com uma arma de fogo no momento. É essa a reflexão que a campanha contra o porte de armas pelo cidadão comum, do Movimento pela Vida e Não-Violência, MOVIDA, traz em três vídeos lançados no início de setembro.

Os filmes apresentam cenas de estresse e descontrole momentâneo, como um desentendimento entre dois senhores na hora de estacionar o carro; um conflito entre duas pessoas que se esbarram em uma festa; e uma reação agressiva em um jogo de futebol entre colegas. Em todas as circunstâncias, o espectador tem a informação de que uma das pessoas tem um revólver. Quando percebe-se que a tragédia parece ser inevitável, vem a revelação: a arma, ainda bem, está em casa. Ou seja, um instante de raiva não passa de um instante. Muito menos se transforma em fatalidade.

Criados pela Delantero em parceria com a produtora Polegar Opositor, os vídeos podem ser vistos nas redes sociais do MOVIDA e da própria agência, e também nos portais publicitários Best Ads, Ads of the World e Adeevee. Além de enfatizar o trabalho realizado pelo Movimento, que integra membros com a missão de salvar vidas, a campanha vem alertar sobre os riscos reais a que a população brasileira estará submetida com a liberação do porte de armas pelo cidadão comum.

Segundo o MOVIDA, pesquisas científicas mostram que o acesso ao porte de armas pode ocasionar verdadeiras tragédias em episódios que não passariam de bate-boca. Há pesquisas científicas que também apontam outro fator de risco desse tipo de porte: o aumento do arsenal de criminosos. De acordo com o Ministério da Justiça, em 2010, 30% das armas apreendidas por infratores tinham origem legal.

Dados tão desfavoráveis mostram que o debate é urgente e que, pelo menos por enquanto, o controle de armamento ainda funciona como salva-vidas em muitos instantes de raiva. Sinal de que os desgastes diários, felizmente, ainda não ultrapassaram os limites da vida humana.

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