Ceará se destaca entre exportadores têxteis para a Europa
Estado ocupa a sétima posição no ranking nacional, com mais de US$ 1,6 milhão em vendas ao mercado europeu, segundo dados da associação do setor
13:07 | Jan. 21, 2026
O Ceará está entre os estados brasileiros que mais exportam produtos para a Europa, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
O Estado ocupa a sétima posição no ranking, com exportações que somaram US$ 1.662.614.
Mas outros estados do Nordeste também se destacam no comércio com o mercado europeu, como Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco, reforçando a relevância da região no setor têxtil e de confecção.
No pódio geral, São Paulo lidera as exportações, seguido por Santa Catarina e Bahia — esta última com forte atuação na comercialização de matéria-prima. Juntos, os três estados concentram 68% das exportações brasileiras do setor.
A lista completa dos que mais exportam para a Europa é composta por: São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Goiás.
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Acordo Mercosul–União Europeia e impactos no setor
O debate sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia ganha destaque em um contexto no qual a indústria têxtil brasileira registra faturamento expressivo.
O setor industrial movimenta cerca de R$ 220 bilhões, enquanto o varejo de vestuário alcança R$ 315 bilhões, e a cadeia têxtil soma R$ 221 bilhões.
O crescimento recente do setor tem sido puxado principalmente pela indústria têxtil, embora as projeções indiquem um avanço abaixo do PIB nacional.
Conforme a Abit, há uma pressão crescente das exportações, que avança em ritmo superior ao consumo interno, o que pode reduzir a produção nacional em detrimento de produtos internacionais.
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Para Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, o acordo com a União Europeia pode trazer benefícios estratégicos à indústria têxtil brasileira.
Segundo ele, o tratado “abre espaço para compras e aquisições de empresas, acordos operacionais para produzir no Brasil produtos nos quais tenhamos vantagens comparativas para acessar o mercado europeu com isenção tarifária, além de possibilitar cooperação tecnológica”.
Pimentel ressalta, no entanto, que o acordo não gera aumento automático nas vendas externas.
“É necessária a movimentação dos empresários e das empresas para que os benefícios se concretizem”, afirma.
Os efeitos do tratado devem ser percebidos de forma gradual, ao longo de oito anos, com o ápice dos ganhos previsto para o oitavo ano de vigência.
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Comércio Brasil–Europa no setor têxtil
Em 2025, o Brasil exportou US$ 66 milhões em produtos têxteis e de confecção para a União Europeia.
Entre os itens mais exportados estão fio de seda, vestuário e não tecidos. No segmento de vestuário, destacam-se calças, jardineiras e bermudas.
A Europa também é um mercado relevante para a moda praia brasileira, que teve 28% de suas exportações destinadas ao bloco europeu. Os principais países de destino foram França, Portugal e Holanda.
Em igual período, o Brasil importou US$ 333 milhões em produtos têxteis e de confecção da União Europeia, evidenciando a intensidade das trocas comerciais entre os dois mercados.