Isenção do IR e reajuste do mínimo vão injetar R$ 110 bi na economia em 2026, diz Marinho

Isenção do IR e reajuste do mínimo vão injetar R$ 110 bi na economia em 2026, diz Marinho

Desse total, cerca de R$ 80 bilhões virão do aumento salarial e outros R$ 30 bilhões da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil
Atualizado às Autor O Povo Tipo Notícia

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, projetou que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e o reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, devem injetar R$ 110 bilhões na economia do País em 2026.

A declaração foi dada nesta quarta-feira, 7, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”. Ele calculou que somente o reajuste do mínimo, que teve aumento de 6,7%, vai injetar R$ 80 bilhões na economia.

Vale lembrar que os reajustes anuais do salário mínimo levam em conta a inflação dos 12 meses anteriores mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás.

Sobre a isenção do Imposto de Renda, a previsão é de que 15 milhões de brasileiros que recebem até R$ 5 mil por mês sejam beneficiados. Já quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil tem descontos progressivos.

“Você pega o teu holerite de janeiro e compara com o teu holerite de dezembro ou de novembro. Quanto você pagou de Imposto de Renda lá em novembro, dezembro, quanto você vai pagar em janeiro. Seguramente você vai ter uma surpresa”, exaltou Marinho.

“Então você vai sobrar dinheiro aí do que você vinha recebendo para investir nas tuas necessidades, melhorar o que necessitar ou fazer uma poupança. Você pode falar: ‘Já que eu não recebia isso aqui, vou passar a receber, eu vou poupar por um ano aqui para fazer uma viagem ou para investir na educação’. Ou para investir na troca do seu veículo, geladeira, fazendo a economia girar”, exemplificou o ministro.

Ele também destacou o recorde de menor taxa de desemprego na série histórica iniciada em 2012 verificado em novembro, que ficou em 5,2%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Marinho citou ainda a geração de 5 milhões de empregos formais desde janeiro de 2023, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados em dezembro.

“É um crescimento que não é uma bolha. Contrariando os ditos especialistas de mercado, que olhavam lá em 2023 e diziam que o Brasil não crescia, cresceria na ordem de 0,5%, 0,7%, cresceu 3,2%. Em 2024, que cresceria 1,5%, 1,7%, cresceu 3,4%. Agora de novo, crescimento e este ano de novo vai crescer. E crescendo o PIB, seguramente também crescerá o salário mínimo de novo, olhando para 2027”, alfinetou.

“Nós tivemos algum momento que o trabalho informal chegou a ultrapassar o trabalho formal e agora nós temos uma reversão importante. Dos 102 milhões de brasileiros e brasileiras ocupados, nós temos 49 milhões do Caged, ou seja, carteira profissional assinada, CLT direitinho, e mais 12 milhões de servidores e servidoras”, concluiu.

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