Energia solar é até 7 vezes mais barata no Brasil que nos EUA

Energia solar é até sete vezes mais barata no Brasil que nos EUA, aponta estudo

Preços de sistemas residenciais no País variam de R$ 16 mil a R$ 25 mil, enquanto no mercado norte-americano pode chegar a quase R$ 150 mil
Atualizado às Autor Adriano Queiroz Tipo Notícia

Um levantamento da Solfácil, que cruzou estudos brasileiros e norte-americanos sobre preços da energia solar fotovoltaica mostra que instalar um sistema residencial desse tipo de fonte energética no Brasil pode ser até sete vezes mais barato que nos Estados Unidos.

Segundo a empresa, essa diferença ajuda a explicar porque o País tem avançado mais rapidamente na adoção dessa tecnologia e no modelo de geração distribuída em relação ao mercado norte-americano.

Atualmente, um sistema residencial de aproximadamente 7 KWp (quilowatt-pico) custa pouco mais de R$ 16 mil no Brasil, enquanto nos Estados Unidos instalar o mesmo tipo de projeto custa cerca de US$ 23,5 mil, o equivalente a R$ 130 mil.

Já um sistema residencial de 10 kWp, no Brasil, custa cerca de R$ 25 mil, enquanto nos Estados Unidos pode chegar a R$ 150 mil.

O CEO da Solfácil, Fabio Carrara, explica que a diferença não está apenas no custo dos equipamentos, mas também em questões comerciais.

Políticas norte-americanas dificultam, por exemplo, a importação de placas solares chinesas, que representam cerca de 90% da produção mundial. Isso acaba resultando na elevação dos preços por lá.

Contudo, o principal fator segundo Carrara está no próprio mercado norte-americano, onde os custos administrativos e de prospecção de clientes são muito altos. “Nos Estados Unidos, o lucro das empresas e os gastos para conquistar um cliente chegam a ser quatro vezes o valor de um projeto inteiro no Brasil”, exemplifica.

Além disso, no Brasil o setor funciona de maneira mais pulverizada, com mais de 30 mil integradores, o que permite atuar com estruturas mais enxutas e redução de custos de instalação, em modelos de pequenos negócios locais.

Atualmente, 55% do preço de um projeto solar no Brasil está ligado aos equipamentos, enquanto nos Estados Unidos esse percentual é de 35%. Isso torna, por outro lado, o mercado brasileiro mais sensível a variações internacionais de preço e ao cenário macroeconômico.

Geração distribuída

Mesmo assim, em 2024, por exemplo, 65% da capacidade solar instalada veio do modelo de geração distribuída, na qual o próprio consumidor adquire e instala o sistema, enquanto nos Estados Unidos, esse percentual foi de 20%.

O levantamento da Solfácil aponta ainda que nos Estados Unidos, as empresas têm margens menores porque precisam arcar com custos maiores na captação de clientes, em relação ao Brasil, o que reduz o incentivo para expandir o modelo de geração distribuída.

No Brasil, além das questões de mercado, as condições climáticas favorecem o desenvolvimento da tecnologia. A radiação solar mais elevada melhora o desempenho dos sistemas e reduz o tempo de retorno do investimento.

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