Conta de luz ficará mais barata a partir desta sexta; entenda

Em novembro, será acionada a bandeira amarela, patamar bem menor do que o praticado em outubro, quando estava sendo aplicada a bandeira vermelha 2

A partir desta sexta-feira, 1º de novembro, as tarifas de energia elétrica terão bandeira amarela, conforme anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, o preço para consumidor final ficará mais barato.

Veja mais abaixo dicas para economizar na conta de energia elétrica.

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O órgão regulador citou a melhoria das condições climáticas, com o aumento do volume do reservatórios das hidrelétricas em razão das chuvas, o que deve levar a uma redução da necessidade de acionamento das termoelétricas, as quais produzem energia mais cara.

Em nota divulgada pouco depois do anúncio da Aneel, o Ministério de Minas e Energia (MME) declarou que as medidas de planejamento da pasta para os reservatórios do país dispensaram a volta do horário de verão em 2024 e também possibilitaram o relaxamento da bandeira tarifária.

Assim, a mudança na bandeira tarifária, depois de dois meses de bandeira vermelha, significará um alívio na conta de luz de novembro em relação ao mês de outubro, em que está valendo a bandeira vermelha 2.

Nesse caso, o custo adicional cobrado na conta de luz é de R$ 7,87 para a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. Para novembro, no entanto, sob bandeira amarela, esse acréscimo na conta de luz cairá para R$ 1,885.

A bandeira amarela tinha sido acionada pela última vez em julho deste ano. A medida vale para todos os consumidores de energia conectados ao Sistema Interligado Nacional.

Mudança impactará na inflação

Com a alteração, haverá reflexo também na inflação. De acordo com a Warren Investimentos, a mudança na bandeira tarifária de energia deve aliviar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro em 0,29 ponto porcentual, na comparação com outubro.

Os fatores que levaram ao acionamento da bandeira vermelha patamar 2 em outubro foram o risco hidrológico (GSF) decorrente do prolongado período seco e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Foi um relaxamento nesses dois indicadores que, segundo a Aneel, possibilitou agora o acionamento da bandeira amarela.

Confira dicas para economizar na conta de energia elétrica

Segundo a Enel, concessionária que abastece o Ceará, o uso do chuveiro elétrico é o que mais consome energia em uma residência. Uma recomendação da concessionária é deixar a temperatura do chuveiro na função verão.

Além disso, aproveitar ao máximo a luz das janelas e trocar as lâmpadas por modelos de LED, mais econômicas. Evitar deixar a TV ou computador ligados sem uso e abrir o mínimo possível a geladeira também ajuda a economizar.

O ferro de passar roupa, que pode representar até 7% da conta de luz, deve ser usado na temperatura adequada e o mínimo de vezes possível.

Por outro lado, o ar-condicionado deve ser regulado para 23ºC, mantendo janelas e portas fechadas. Como no caso do ferro, deve-se acumular o máximo de roupa possível para acionar a máquina de lavar.

Termoelétricas

Apesar dessa melhora, a Aneel avalia que as previsões para as chuvas e das vazões dos reservatórios nos próximos meses ainda permanecem abaixo da média.

Isso indica, segundo o órgão regulado, a necessidade de manutenção da geração termoelétrica complementar para atender os consumidores. Ou seja, o uso de uma fonte mais cara.

Boa parte do mercado apontava para a perspectiva de retorno da bandeira vermelha patamar 1 em novembro. O que acabou não acontecendo.

A bandeira tarifária ficou verde de abril de 2022 até julho deste ano, quando foi acionada a bandeira amarela. Em agosto, voltou a bandeira verde, que passou a vermelha patamar 1 em setembro e, depois, para vermelha patamar 2 neste mês de outubro.

De acordo com dados da Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, vai atingir em novembro a marca de 61 acionamentos nas classificações amarela, vermelha 1, vermelha 2 ou, as de maior impacto, que sinalizam "escassez hídrica". O sistema visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da "conta Bandeiras".

Com informações de Agência Estado

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