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AES Brasil vai investir em usina de hidrogênio verde no Ceará

Memorando de entendimento para projeto de investimento da AES em hidrogênio verde no Pecém, no Ceará, foi assinado nesta segunda-feira, 13 de dezembro
12:28 | Dez. 13, 2021
Autor Alan Magno
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Alan Magno Estagiário de jornalismo
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Tipo Notícia

O Governo do Ceará firmou o 14º memorando de entendimento para investimentos em projetos de hidrogênio verde. Projeto estima geração inicial de 1 Gigawatts (GW) de energia renovável, o suficiente para abastecer cerca de 1,5 milhão de residências, além de 500 mil toneladas de amônia verde por ano. Documento foi assinado com a AES no início da tarde desta segunda-feira, 13.

"Eu não tenho dúvida que a mudança da matriz energética é um passo importante para o futuro do meio ambiente e o futuro energético do Brasil. O Governo do Estado tem se empenhado fortemente para garantir as condições necessárias para que o Ceará se transforme em um grande Hub de produção de energias renováveis e de hidrogênio verde para o Brasil e para o mundo", declarou o governador.

O acordo prevê o desenvolvimento de um projeto da cadeia produtiva do hidrogênio verde, incluindo a intenção de participação em pool de armazenamento de amônia e de utilidades a ser desenvolvido e implantado no futuro Hub.

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O vice-presidente da AES Brasil, Ítalo Freitas, que teve a oportunidade de visitar o Complexo do Pecém, avaliou o potencial do Ceará para contribuir com o movimento de descarbonização da economia. Segundo ele, o Ceará reúne as condições ideais para produzir hidrogênio a um custo competitivo. “O Estado do Ceará sai na frente com esse excelente projeto que é o Pecém e o Hub de hidrogênio verde que está sendo instalado lá. E AES, como tem o seu valor ajudar nossos clientes a se descarbonizar através de energias renováveis, também quer estar nessa indústria do futuro, que é a indústria do hidrogênio verde”, assegurou.

Luis Sarras, diretor de Hidrogênio Verde da AES na América do Sul, destaca que o projeto a ser construído no Ceará terá como foco o mercado internacional por meio da exportação de energia limpa pelo porto do Pecém.

“A tecnologia pode ser um dos caminhos para a descarbonização da economia, ajudando, principalmente, as grandes indústrias emissoras de carbono na sua missão de descarbonizar seus processos”, complementou Ítalo Freitas, vice-presidente de Novos Negócios da AES América do Sul. 

Sarras destaca ainda que as projeções de geração de energia no Estado serão confirmadas pela elaboração de estudos técnicos, mas reforça as altas expectativas da empresa com relação com empreendimento no Pecém. 

“No estudo de viabilidade no Ceará, vamos verificar a melhor configuração para o projeto", pontua ao mencionar que o investimento da empresa no Estado também pode ser maior do que o previsto a depender dos resultados dos levantamentos de potencial do negócio.

"Os grandes players mundiais estão vindo para cá. Toda essa estrutura que está sendo desenvolvida está chamando a atenção do mundo e, graças a Deus, estamos aqui assinando esse 14° memorando. Fico feliz porque a geração de emprego que nós iremos ter no setor industrial será cada vez maior”, afirmou Ricardo Cavalcante, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) - parceiro do Estado no hub de hidrogênio verde e que também assinou o documento com a AES.

Conheça a empresa

A AES possui 20 anos de atuação no Brasil, sendo uma geradora de energia especializada no segmento de fontes renováveis e limpas. Atualmente a empresa detém potencial energético instalado de 4,4 GW, sendo 2.658,4 MW relacionados a hidroelétricas, 1.435,9 MW de fontes eólicas e 294,1 MW de energia solar. Além disso, a empresa negocia instalação de um parque híbrido com potencial energético de 1,5 GW. 

“O nosso portfólio, com 100% de energia renovável, com hidrelétricas e parques eólicos e solares, incrementado pela expertise da AES Corp em baterias, com a Fluence, atesta a nossa vocação para produzir hidrogênio totalmente verde” argumenta Clarissa Sadock, CEO da AES Brasil, ao reforçar aposta da empresa em se tornar referência também na geração de hidrogênio verde. 

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