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Combustíveis, energia elétrica e veículos novos e usados são os vilões da inflação ao consumidor

As altas puderam ser observadas também no grupo de despesas pessoais, com inflação em hospedagem e pacote turístico, além de manicure e brinquedo
10:02 | Dez. 10, 2021
Autor Beatriz Cavalcante
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Beatriz Cavalcante Articulista quinzenal do O POVO
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Tipo Notícia

Em novembro, o maior impacto (0,72 p.p.) na inflação ao consumidor veio do grupo transportes, que variou 3,35%, contribuindo cerca de 76% do índice do mês (0,72 p.p. do total de 0,95 p.p.), segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Aqui o item gasolina (7,38%) pesou mais. Com o resultado de novembro, a variação acumulada do combustível nos últimos 12 meses foi de 50,78%.

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Além disso, houve altas também nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%).

Ainda em transportes, encareceram automóveis novos (2,36%) e usados (2,38%), com variações maiores que as de outubro. Os valores das motocicletas (1,29%) subiram, mas menos que no mês anterior (1,86%).

Já o grupo Habitação foi o segundo que mais acelerou em novembro na inflação (1,03%), puxado, mais uma vez, por energia elétrica (1,24%). Desde setembro, permanece em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

As variações entre as áreas foram desde -1,92% em Belém, onde houve redução de PIS/Cofins, até 10,96% em Goiânia, onde houve reajuste de 16,37% nas tarifas, a partir de 22 de outubro. Também houve reajustes em Brasília (8,28%), de 11,69%, em vigor desde 22 de outubro; em São Paulo (0,98%), reajuste de 16,44% em uma das concessionárias, a partir de 23 de outubro; e em Porto Alegre (-1,07%), alta de 14,70% em uma das concessionárias, a partir de 22 de novembro. A queda em Porto Alegre decorreu da redução na alíquota de PIS/Cofins.

Neste grupo ainda, água e esgoto (0,52%) subiu devido aos reajustes de 9,86% no Rio de Janeiro (6,78%), em vigor desde 8 de novembro; de 9% em Vitória (0,73%), onde também mudou a metodologia de cálculo do valor da fatura, a partir de 1º de outubro; e de 9,05% em Salvador (0,28%), vigente desde 29 de novembro.

Já o gás encanado (2%) teve alta decorrente do reajuste de 6,90% nas tarifas no Rio de Janeiro (6,30%), desde 1º de novembro. Destaca-se ainda a alta do gás de botijão (2,12%), que contribuiu com 0,03 p.p. no índice do mês e acumula 38,88% de variação nos últimos 12 meses.

Houve alta ainda no grupo dei despesas pessoais (0,57%), que contribuiu com 0,06 p.p. Destaques para elevações em hospedagem (2,57%) e pacote turístico (2,28%), que já haviam subido no mês anterior (2,25% e 3,70%, respectivamente). Além disso, houve variação em manicure (1,72%) e brinquedo (2,77%).

Quando se fala em alimentação e bebidas, as altas expressivas nos preços ficaram por conta da cebola (16,34%), que havia caído em outubro (-1,31%), e do café moído (6,87%). Outros subitens, como o açúcar refinado (3,23%), o frango em pedaços (2,24%) e o queijo (1,39%) seguem em alta.

 

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