Sem licença e com "graves riscos" aos usuários, tirolesas são removidas de praia em Caucaia

Além da falta de equipamentos de proteção, rachaduras nas colunas de sustentação e cabos da tirolesas enferrujados e partidos foram encontrados pelos fiscais durante a Operação Cauípe

Ao menos quatro tirolesas e diversos toboáguas foram interditados na região da Praia das Águas Cristalinas, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. O motivo para o embargo das atividades econômicas na região é a ausência de licenças para o funcionamento, além de uma série de problemas de infraestrutura que geram riscos aos banhistas que utilizam os equipamentos. 

Conforme a Prefeitura da Caucaia, todos os empreendimentos foram notificados previamente das irregularidades antes da interdição. O embargo das atividades econômicas na região leva em consideração a ausência das licenças necessárias para atuar na região, que é uma Área de Proteção Ambiental (APA), e também os riscos à segurança e integridade física dos banhistas que utilizam as atrações turísticas. 

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Entre as irregularidades estruturais encontradas estão infrações de menor periculosidade como falta de sinalização em saídas de emergência e ausência de extintores de incêndio. Contudo, relatório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Ceará (Crea), em parceria com o Corpo de Bombeiros, apontou riscos graves nos aparelhos.

O de maior perigo encontrado foi a presença de ferrugem e de rompimento nos cabos de sustentação das tirolesas, além de rachaduras nos pilares de fundação dos equipamentos. Também foi constatada ausência de equipamentos adicionais de segurança como capacetes. 

A operação de embargo das atividades ocorreu na sexta-feira, 1º, e foi batizada de "Operação Cauípe". Além do Crea e dos Bombeiros, o Instituto do Meio Ambiente (Imac), Secretaria de Planejamento Urbano (Seplam), Autarquia Municipal de Trânsito (AMT), Polícia Militar, Polícia Municipal e o Procon também atuaram na fiscalização. 

Com o embargo, as estruturas foram fechadas e os equipamentos começaram a ser removidos da localidade. “Toda essa área é de proteção ambiental e não podemos permitir a exploração comercial aqui. Para funcionar um parque aquático tem que estar em conformidade com a lei", pontua o presidente do Imac, Leandro Araújo.

Ele reforça ainda que o objetivo da operação, além de assegurar a preservação ambiental da região, é "garantir a segurança dos turistas e caucaienses". A prefeitura de Caucaia pontua que todo trâmite ocorreu dentro das conformidades legais com aviso prévio aos comerciantes e empreendedores que desempenhavam operações na localidade. 

 

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