Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

Preços variaram até 216% nos supermercados de Fortaleza, segundo Procon

As maiores variações de preços foram da esponja de aço (pacote 8 unid), cenoura, laranja, farinha de milho e esponja multiuso
15:57 | Ago. 31, 2021
Autor Laura Beatriz
Foto do autor
Laura Beatriz Jornal
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Em agosto, alimentos e produtos nos supermercados de Fortaleza variaram em até 216,93% nos preços. É o caso do pacote da esponja de aço, com oito unidades. O item, da mesma marca e quantidade, foi encontrado com valores de R$ 1,89 a R$ 5,99.

Os dados são do Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza), que divulgou, nesta terça-feira, 31 de agosto, a nova pesquisa de preços nos supermercados da capital cearense, com os 61 itens consultados mensalmente. O levantamento foi realizado entre os dias 14 e 15 de agosto.

A pesquisa é realizada presencialmente e dividida por itens de alimentação, carnes e aves, padaria, refrigerantes, frutas e verduras, higiene pessoal, limpeza doméstica e ainda cuidados e higiene infantil.

Entre os 61 itens, 10 produtos apresentaram variações acima de 100%. O quilo da cenoura, por exemplo, variou de R$ 1,99 a R$ 5,99, uma diferença de 201%.

A laranja também está entre as maiores diferenças de preços, sendo encontrada de R$ 1,99 a R$ 5,69, ou seja, 185,92% de variação. As maiores variações de preços foram da esponja de aço (pacote 8 unid), cenoura, laranja, farinha de milho e esponja multiuso.

A diretora do Procon Fortaleza, Eneylândia Rabelo, orienta, em nota, que o consumidor fique atento aos preços com composição de centavos, exigindo o troco devido.

"É bom ressaltar que é obrigação do estabelecimento fornecer o troco devido ao consumidor. Não cabe a desculpa da falta de troco". Ela explica que, nestes casos, o supermercado tem que baixar o preço do produto até devolver o troco corretamente para o consumidor.

O Procon também acompanha, mensalmente, a evolução de preços de produtos em todas as regionais de Fortaleza.

A Regional 9, onde ficam bairros como Ancuri, Conjunto Palmeiras e Jangurussu, apresentou o maiores valores, custando os 61 produtos R$ 727,72.

Já a Regional 2, em bairros como Aldeota, Cais do Porto e São João do Tauape, os itens custaram R$ 526,56. Nesta análise, o Procon lembra que a soma dos produtos pode ser afetada pela quantidade de itens disponíveis nos supermercados consultados.

Preços por Regionais

Regional      Preço médio total
Regional 9        R$ 727,72
Regional 10      R$ 718,20
Regional 11      R$ 712,39
Regional 3        R$ 707,99
Regional 7        R$ 702,56
Regional 12      R$ 698,01
Regional 1        R$ 692,42
Regional 4        R$ 691,56
Regional 5        R$ 684,86
Regional 8        R$ 684,42
Regional 6        R$ 635,30
Regional 2        R$ 526,56

Serviço

Todos os preços da pesquisa estão disponíveis no aplicativo "Proconomizar", nas plataformas android e iOS, bem como no portal da Prefeitura de Fortaleza, na aba de defesa do consumidor.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Marcel Farto: Os impactos da Performance de gestão

00:00 | Ago. 31, 2021
Autor
Tipo Opinião

São diversos os tipos de gestão aplicados em uma empresa. Ela pode ser de marketing, de atendimento, de pessoas, entre muitas outras. Porém, a certeza é uma só: a gestão é um dos pontos mais importantes para gerar resultados positivos.

Isso porque o modo como o negócio é gerenciado impacta diretamente nas vendas. Um sistema de gestão bem estruturado, com metas definidas, estratégias e uma equipe bem alinhada, por exemplo, são essenciais para acompanhar e fomentar o crescimento.

Este processo não é - e nem precisa ser - complexo. Segundo uma recente pesquisa do Gartner, a maioria das empresas se perde em busca de estratégias inovadoras e complexas para gestão e acabam diminuindo o seu desempenho.

Ao invés de pesquisar e implementar práticas simples e palpáveis, elas deixam de crescer 30, em média.

Ficar atento às tendências e às movimentações do mercado, integrar o time para que todos trabalhem juntos em função de um objetivo comum, ter um sistema flexível para eventuais mudanças e mecanismos para incentivar os envolvidos são mais alguns dos recursos que podem ser utilizados para manter boa gestão.

Utilizar ferramentas para a função pode ser muito benéfico. Elas são facilitadoras estratégicas que ajudam a aprimorar os processos.

Além de simplificar o trabalho administrativo, ainda são capazes de oferecer a melhor solução ao menor custo possível, criando um valor diferenciado da marca para os clientes.

As principais são a Análise Swot, que reúne informações tanto internas, quanto externas e ajuda a empresa a mapear informações. O Canvas, ou seja, uma tabela que ajuda na visualização das informações importantes antes que o planejamento. Além dos KPIs, os famosos indicadores de performance. Com elas, a empresa tem mais controle sobre os seus processos.

Além de conquistar mais espaço no mercado, alcançar os objetivos e poder produzir a melhor solução para o seu público.

Um bom planejamento e gestão são essenciais para bons resultados. Portanto, quando a empresa se mostra apta a entender o cliente, mapeia e acompanha os processos, pode facilmente alcançar mais vendas.

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Estudo aponta que variante Delta pode dobrar o risco de internação

The Lancet
22:38 | Ago. 28, 2021
Autor Isabela Queiroz Especial para O POVO
Foto do autor
Isabela Queiroz Especial para O POVO Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Um estudo publicado na revista The Lancet nessa sexta-feira, 27, concluiu que pacientes infectados com a variante Delta do novo coronavírus têm mais que o dobro do risco de precisar de internação hospitalar se comparado com a variante Alfa.

Realizado na Inglaterra, o estudo analisou 43.338 casos de pacientes com Covid-19, infectados com as variantes Delta e Alfa, entre março e maio deste ano. A maioria dos pacientes analisados (74%) não havia sido imunizada contra a doença, 24% dos participantes receberam apenas a primeira dose, e 1,8% tinham completado o esquema vacinal.

Os resultados sugerem ainda que os surtos da variante Delta em populações não vacinadas podem levar a uma carga maior nos serviços de saúde do que a variante Alfa. 2,3% das pessoas infectadas com a Delta e 2,2% das pessoas infectadas com a Alfa precisaram ser internadas. Pacientes infectados com a variante Delta eram, em média, mais jovens.

Após ajuste na análise, levando em consideração fatores que agravam a doença, como idade, etnia e contexto de vacinação, os pesquisadores descobriram aumento de 2,26 vezes no risco de internação em decorrência da infecção pela variante Delta, em comparação com a Alfa.

Durante o período do estudo, 80% das pessoas estavam infectadas com a variante Alfa, detectada originalmente no Reino Unido, e 20% com a Delta, registrada inicialmente na Índia. A proporção de casos da Delta, no entanto, cresceu nos meses seguintes, representando cerca de dois terços dos novos casos de Covid-19 registrados no país.

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Peixe-leão invasor será analisado por pesquisadores da UFF

Geral
07:54 | Ago. 27, 2021
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) capturou neste mês peixes-leões da espécie Pterois volitans, invasora e venenosa, que estão congelados e serão encaminhados para análise genética na Universidade Federal Fluminense (UFF).

O analista ambiental do ICMBio, Ricardo Araújo, coordenador de Pesquisa, Monitoramento e Manejo, disse à Agência Brasil que este já é o quarto peixe dessa espécie capturado no Arquipélago de Fernando de Noronha. O primeiro caso ocorreu em dezembro do ano passado.

“Como é um bicho exótico, ele não é reconhecido pelos predadores como uma presa. Ou seja, ele não é comido por quase ninguém. É um bicho voraz e ao mesmo tempo, é uma potencial ameaça; come os outros bichos mais facilmente”, explicou o especialista. “Ele come muito, se reproduz rápido e não é reconhecido como um predador. Esse é o problema dele”.

Araújo comentou que os animais nativos do arquipélago vão sofrer com um problema ambiental, porque essa espécie marinha vai comer os filhotes dos outros bichos, acarretando falta de outros peixes. “É um problema ambiental e pode ser também socioambiental”.

Monitoramento

O ICMBio vem monitorando o animal, junto com empresas de mergulho e mergulhadores da ilha, bem antes de o peixe-leão aparecer na região. A espécie Pterois volitans é nativa da Indonésia. Foi levada para a Flórida e dali se espalhou para o Caribe,  está descendo e chegando ao Brasil. Para descobrir corretamente de onde o peixe veio, os pesquisadores terão de investigar a genética do animal, o que deverá ser feito na UFF.

No momento, o instituto está fazendo a capacitação de mergulhadores para que eles reconheçam a espécie e saibam o que fazer se o encontrarem. “A gente agora vai começar a fazer uma caça mais ativa dele. Procurar o bicho para retirá-lo do ambiente”, explicou Ricardo Araújo. Ele disse ainda que esse é o primeiro peixe exótico capturado pelo ICMBio no Arquipélago de Fernando de Noronha.

Análises

Os pesquisadores do Departamento de Biologia Marinha da UFF, sob a coordenação do professor Claudio Eduardo Leite Ferreira, junto com pesquisadores de outras instituições do Brasil, dos Estados Unidos e do ICMBio, estão aguardando o envio dos peixes-leões capturados em Fernando de Noronha e também na Foz do Amazonas, para iniciar as análises.

O professor Leite Ferreira informou à Agência Brasil que será retirado tecido dos animais para fazer teste de DNA. Com isso, os pesquisadores vão saber se ele faz parte da população do Caribe. “Com certeza faz, mas o DNA vai ajudar a comprovar isso”. Serão feitos também estudos da dinâmica populacional dessa espécie que está invadindo o Brasil. “São os peixes-leões brazucas!”, brincou.

Serão retirados ainda a gônada, para ver como está o estado reprodutivo do animal, e o otólito, osso situado dentro da cabeça, no ouvido interno, relacionado ao equilíbrio. “Com esse otólito, a gente vai saber qual é a idade dele”. O estômago será aberto para ver o que o peixe-leão está comendo, quais são as presas preferenciais dele. “Faz-se um estudo de genética e de dinâmica populacional”, acrescentou o professor.

Contenção

Neste início de invasão, Ferreira afirmou que o que pode ser feito, como ocorreu no Caribe, é conter a população no processo de captura, para manter baixa a presença do animal. “Assim, a gente diminui a abundância dele”.

Carlos Eduardo Leite Ferreira informou que assim como o mangangá, também conhecido como peixe-escorpião ou peixe-pedra, o peixe-leão tem espinhos nas nadadeiras que são altamente venenosos. A espécie, no entanto, pode ser comida. O problema, segundo o professor, é saber manuseá-la. Ao contrário do mangangá, cujo veneno pode causar a morte, os espinhos do peixe-leão provocam apenas inflamação, assegurou o professor da UFF. “Como outros peixes venenosos, tem que saber limpar. E a carne dele é muito boa. No Caribe, há muitas receitas com ele”.

Dependendo da quantidade de peixes que o Departamento de Biologia Marinha da UFF receber, as análises podem se estender por três a quatro meses. “Depende do tempo em que o peixe vai chegar às nossas mãos”. Em termos de dinâmica populacional, para se entender idade e reprodução, são demandados entre 30 até 100 peixes. Para o estudo de DNA, serão necessários em torno de 20 peixes. “A gente vai juntar esses peixes com os que estão sendo capturados na costa norte do país, na foz do Amazonas, pescados pelo ICMBio e pescadores locais”, disse o professor. 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

CoronaVac dobra anticorpos em quem já teve covid-19, revela pesquisa

Saúde
16:59 | Ago. 26, 2021
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Médica de Chongqing, na China, mostrou que a CoronaVac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac contra a covid-19, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan, é capaz de dobrar, em quem já teve a doença, a quantidade de anticorpos neutralizantes e multiplicar em 4,4 vezes o nível de imunoglobulina IgG.

Anticorpos neutralizantes são responsáveis por combater uma eventual reinfecção pelo SARS-CoV-2). Já o IgG está ligado ao processo de defesa do organismo no qual atuam as imunoglobulinas encontradas na corrente sanguínea, e também desempenha papel fundamental na prevenção de reinfecção viral.

Os resultados preliminares da pesquisa, feita com 85 pacientes recuperados da covid-19, foram divulgados na Cell Discovery, publicação que faz parte do grupo britânico Nature. Os participantes do estudo tinham entre 3 e 84 anos e tinham contraído a doença, em sua maioria, no início de 2020.

De acordo com os resultados da pesquisa, o nível de anticorpos neutralizantes entre as pessoas que tiveram covid-19, que era de 36 um dia antes da primeira dose, foi subindo até atingir 108 duas semanas após a segunda dose. No grupo de controle, esse indicador alcançou 56 – ou seja, a quantidade de anticorpos neutralizantes gerados pela vacina em quem já havia se contaminado com covid-19 foi o dobro na comparação com quem não havia tido a doença.

Entre os convalescentes, o nível da imunoglobulina IgG, que era de 3,68 um dia antes da vacina, subiu para 47,74 duas semanas após a segunda dose de CoronaVac. É uma quantidade 4,4 vezes superior ao nível de 10,81 detectado no grupo controle.

No entanto, ao longo dos 12 meses de acompanhamento dos 85 pacientes analisados, os níveis dos anticorpos neutralizantes diminuíram de 631, no fim do primeiro mês, para 84 no último mês. No caso da imunoglobulina IgG, o indicador caiu de 28,6 para 7,2 no mesmo período.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Pessoas com deficiência em 2019 eram 17,3 milhões

Saúde
11:46 | Ago. 26, 2021
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, divulgada hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que havia no Brasil, naquele ano, 17,3 milhões de pessoas de 2 anos ou mais de idade com deficiência em pelo menos uma de suas funções. O número correspondia a 8,4% da população nessa faixa etária. Do total de pessoas com deficiência, 14,4 milhões residiam em domicílios urbanos e 2,9 milhões na área rural; 10,5 milhões eram mulheres e 6,7 milhões, homens; 7,8 milhões eram pardas (8,5%), 7,1 milhões, brancas (8%), e 2,1 milhões, pretas (9,7%).

Por região, o maior percentual de pessoas com deficiência foi encontrado no Nordeste (9,9%), seguido do Sudeste (8,1%), Sul (8%), Norte (7,7%) e Centro-Oeste (7,1%). De acordo com o IBGE, todos os estados da Região Nordeste tiveram percentuais acima da média nacional, com destaque para Sergipe (12,3%).

A pesquisa foi feita em parceria com o Ministério da Saúde, com base em amostra de 108 mil domicílios. Ela mostra também que 24,8%, ou o equivalente a 8,5 milhões de pessoas com deficiência, estavam no grupo etário de 60 anos ou mais, enquanto 332 crianças (1,5%) se encontravam no grupo de 2 a 9 anos. As entrevistas ocorreram entre os dias 26 de agosto de 2019 e 13 de março de 2020, embora a data de referência da pesquisa seja 27 de julho de 2019, segundo o IBGE.

Perda de funções

Por volta dos 40 anos de idade, ocorre aumento significativo no percentual de pessoas com deficiência (32,4%), indicando os primeiros indícios do processo de envelhecimento e, em consequência, alguma perda em suas funções visuais, auditivas, motoras e intelectuais.

Tomando por base o nível de escolarização, a sondagem identificou que nas pessoas com 18 anos ou mais com deficiência, o índice da população com nível superior completo era de 5%, contra 17% das pessoas sem deficiência. Em relação ao ensino médio completo ou superior incompleto em 2019, isso incluía 16,6% da população com deficiência, contra 37,2% das pessoas sem deficiência. Mais de 67% (67,6%) da população com alguma deficiência não tinham instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto, percentual menor (30,9%) para as pessoas sem nenhuma das deficiências investigadas.

Embora a Lei 13.146, em seu Artigo 8º, assegure o direito ao trabalho para as pessoas com deficiência, a PNS 2019 constatou que o nível de ocupação das pessoas de 14 anos ou mais com deficiência foi de apenas 25,4%, contra 57% na população em geral, atingindo até 60,4% nas pessoas sem deficiência em idade para trabalhar. O desnível entre os dois grupos populacionais foi marcante em todas as regiões. A proporção de pessoas com deficiência em domicílios com renda per capita (por indivíduo) de meio a um salário mínimo foi de 10,7%, caindo para 6,3% nos domicílios com rendimento de mais de dois a três salários mínimos; para 5,8% naqueles com rendimento com mais de três a cinco salários mínimos; e para 4,6% nos domicílios que superavam cinco salários mínimos per capita.

Libras

Segundo o IBGE, 3,4% da população com dois anos ou mais de idade declararam ter muita dificuldade ou que não conseguiam enxergar de modo algum, o que correspondia a 6,9 milhões de brasileiros com deficiência visual, sendo de 2,7% na população masculina e de 4% na feminina. No caso da deficiência auditiva, 2,3 milhões de brasileiros com dois anos ou mais de idade declararam ter muita dificuldade ou não ouvir de modo algum, o que constituía 1,1% da população brasileira no período, atingindo homens e mulheres com 1,1%. Do total, 22,4% disseram conhecer a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A PNS investigou, pela primeira vez, se brasileiros, independentemente de serem pessoas com deficiência, sabiam usar Libras. Percebeu-se que 2,4% da população com cinco anos ou mais, totalizando 4,6 milhões, sabiam usar a língua. As pessoas com deficiência nos membros superiores ou inferiores somavam 4,9% da população em 2019, ou o equivalente a 10,1 milhões. A maior concentração de pessoas com deficiência física era na população fora da força de trabalho (10%),enquanto 1,2% (2,5 milhões de pessoas) apresentavam deficiência mental.

Envelhecimento

O envelhecimento da população foi objeto também da pesquisa do IBGE e Ministério da Saúde, tendo em vista o aumento da expectativa de vida, que passou de 74,9 anos, em 2013, para 76,6 anos, em 2019. As pessoas com 60 anos ou mais foram estimadas, em 2019, em 16,4% da população, atingindo 34,4 milhões, contra 13,2% ou o correspondente a 26,3 milhões, em 2013.

A PNS revela ainda que 9,5% (ou 3,3 milhões) das pessoas de 60 anos ou mais tinham dificuldade para realizar suas atividades diárias, como comer, tomar banho, ir ao banheiro, vestir-se, andar em casa de um cômodo para outro no mesmo andar, deitar-se ou levantar-se da cama sozinho. Todas as grandes regiões apresentaram níveis semelhantes à média nacional. O percentual de mulheres nessas condições (10,6%) superou o dos homens (8,2%).

A pesquisa identificou que quanto mais elevada a idade, maior a proporção de pessoas com limitações, variando de 5,3% para as de 60 a 64 anos, até 18,5% para as de 75 anos ou mais. Sobre o nível de instrução, constatou-se que quanto mais elevado ele era, menor era o indicador investigado: para as pessoas sem instrução, os maiores de 60 anos com limitações representavam 16%; com fundamental incompleto, 9,7%; e com fundamental completo ou mais, 6,3%.

Medicamentos

Outra abordagem se referiu ao uso de medicamentos. A estimativa foi que 75,4% das pessoas de 60 anos ou mais faziam uso regular ou contínuo de algum medicamento receitado por médico. Desse total, 81,1% eram mulheres e 67,8%, homens. Na população parda, o percentual alcançou 72,2%, contra 77,5% e 76% nas populações branca e preta, respectivamente. Os grupos de idade mais avançada registraram percentuais mais elevados (19%) que os de menor idade (3,3%). Por regiões, Norte (61,7%) e Nordeste (72,7%) apresentaram proporções abaixo da média nacional.

A vacina contra a gripe foi tomada por 72,3% das pessoas de 60 anos ou mais de idade nos 12 meses anteriores à data da entrevista. A população de 60 a 64 anos apresentou estimativas mais baixas que as dos demais grupos etários, com um percentual de vacinação de 66,3%, enquanto os grupos de 65 a 74 anos e de 75 anos ou mais registraram adesão de 74,4% e 75,8%, respectivamente. Para as pessoas que disseram não ter tomado a vacina, o principal motivo (41,8%) foi não achar necessário ou raramente ficar gripado, seguido de medo da reação por 19,8%.

Entre os idosos de mais de 60 anos, 15,5% sofreram alguma queda nos 12 meses anteriores à entrevista e 34,6% foram diagnosticados com catarata.

As informações da PNS 2019 serão utilizadas para subsidiar a formulação de políticas públicas nas áreas de promoção, vigilância e atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), devendo seus resultados fomentarem a resposta e o monitoramento de indicadores nacionais e internacionais, informou o IBGE.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags