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Cabo EllaLink: nova conexão direta com a Europa pode potencializar intercâmbio com Ceará em várias frentes

A avaliação é do embaixador da União Europeia (UE) no Brasil, Ignácio Ybañez, que participou nesta terça-feira, dia 1º, do programa O POVO no rádio, da rádio O POVO/CBN
11:42 | Jun. 01, 2021
Autor Irna Cavalcante
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Irna Cavalcante Repórter no OPOVO
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Tipo Notícia

O início das operações do cabo submarino EllaLink, que vai interligar Fortaleza à Sines, em Portugal, nesta terça-feira, dia 1º, dará grande força ao intercâmbio, em várias frentes, entre os países da União Europeia e o Brasil. E o Ceará pode ser muito beneficiado, inclusive, na pauta de energia limpa. A avaliação é do embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybañez, que concedeu entrevista exclusiva ao programa O POVO no Rádio, da rádio O POVO CBN.

Esse é o primeiro cabo submarino que faz conexão direta entre o Brasil e a Europa. Antes os dados precisavam passar primeiro pelos Estados Unidos. Com investimento de quase R$ 1 bilhão, o cabo, construído pela Ellalink, tem 6 mil quilômetros de extensão, e capacidade de proporcionar tráfego de dados a 72 Terabits por segundo (Tbps) e latência de 60 milissegundos.

Em entrevista ao jornalista Jocélio Leal, Ignacio, que também participou mais cedo da cerimônia de inauguração em Sines, lembrou que esse é um projeto ambicioso de parceria público-privada, que contou com financiamento tanto da União Europeia como do governo brasileiro, e que tem por objetivo aproximar os países da União Europeia dos da América Latina.

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“O cabo vai servir para reforçar a cooperação na pesquisa, na educação e também na cooperação entre as empresas europeias e as empresas brasileiras e, do próprio conjunto da América Latina. É um dia muito feliz e, particularmente, também para o Ceará, já que o cabo vai chegar de Sines à Fortaleza”

O embaixador também afirmou que a União Europeia vem acompanhando com bastante atenção os projetos desenvolvidos no Brasil e pelo Ceará na área de energia limpa, não somente eólicos, mas também na área de hidrogênio verde e que este é outro bom ponto de partida para futuras cooperações.

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“Estamos a acompanhar com muito interesse esse esforço que vocês fazem no Ceará. Acho que com essa conexão muito maior, com o cabo da EllaLink, as coisa agora vão poder se fazer de forma muito mais rápida e muito mais eficiente”.

Questionado sobre o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que no ano passado sofreu críticas do Parlamento Europeu e está sob pressão para que sejam assinados compromissos ambientais complementares por parte dos países da América do Sul, em especial o Brasil, o embaixador declarou que o diálogo continua, mas é fundamental que ações mais concretas sejam efetivadas.

Ele destacou que o discurso do presidente Jair Bolsonaro no evento da Cúpula de Líderes sobre o Clima, convocado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, em abril, de que haveria mais verbas para fiscalização ambiental e um esforço ambiental maior no País, foi muito bem recebido, porém, isso precisava se traduzir em resultados concretos. “Essa é uma condição necessária para poder continuar com o processo de assinatura e ratificação do acordo”.

Assista a entrevista na íntegra

 

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