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Economia
NOTÍCIA

Mudanças de consumo vão exigir dos incorporadores oferta de novos serviços, diz CEO da MRV

Eduardo Fischer destaca que atender às necessidades de serviços e personalização dos clientes é um produto que rende R$ 100 milhões por ano à companhia

Samuel Pimentel
11:46 | 20/05/2021
MRV Engenharia trabalha na diversificação da sua oferta de serviços para os clientes. (Foto: divulgação )
MRV Engenharia trabalha na diversificação da sua oferta de serviços para os clientes. (Foto: divulgação )

Aluguel de apartamentos e veículos podem ser mercados a serem explorados pela cadeia da construção civil. De acordo com o CEO da MRV Engenharia, Eduardo Fischer, atender às necessidades de serviços e personalização dos clientes é um produto que rende R$ 100 milhões por ano à companhia. O executivo destaca que as mudanças no perfil de consumo dos clientes é o que tem motivado esse desbravamento no mercado.

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"Acho que é importante a personalização e aumento de serviços. Tenho uma área de pós-serviços que às vezes fica ociosa. Então, eles podem ajudar nossos clientes em necessidades de serviços e personalização, isso é um produto de R$ 100 milhões por ano na MRV", disse Eduardo em painel do 3º Fórum Lide do Setor Imobiliário e Construção Civil, promovido pelo Lide Global, nesta quinta-feira, 20.

Pensando nessa fatia de mercado a ser conquista, Eduardo Fischer e Rafael Menin, os primos que dividem a presidência da MRV, lançaram a Luggo, startup que nasceu para moldar um novo posicionamento da empresa. "Já estamos construindo um landbank (reserva de terreno) de 5 mil unidades por ano destinada ao aluguel. Nosso cliente tem ainda a possibilidade de alugar todos os móveis da casa e um carro", destaca Eduardo.

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Essa corrida das incorporadoras em atender à demanda por aluguéis, é baseada em movimento de mercado, afirma. Destaca ainda os diversos perfis, interesse crescente do público de não contrair longos empréstimos neste momento. Mas observa a alta demanda por serviços. "Estamos observando uma mudança de consumo dos consumidores."

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"Não podemos falar em bolha imobiliária num país onde há um déficit habitacional tão grande, em diferentes faixas de renda. Acredito que se a gente, como nação, mantivermos a taxa Selic num patamar baixo, o mercado imobiliário vai mudar de dimensão", pontua.