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Hapvida e Intermédica apresentam detalhes de fusão aos investidores

Diretores-presidentes de grupos cearense e paulista avaliam potencial para expansão da venda de planos privados para municípios de menor porte

Em teleconferência realizada para investidores e analistas, as operadoras de saúde suplementar Sistema Hapvida e Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI) anunciaram, nesta segunda-feira, 1º de março, os detalhes do acordo de operação de fusão assinado há dois dias. A conclusão das negociações é estimada em quase R$ 120 bilhões.

A companhia combinada terá rede com 84 hospitais, 257 clínicas e cerca de 11,5 milhões de beneficiários (com mercado endereçável de 65 milhões de clientes), entre assistência médica e odontológica. A nova empresa já nascerá atuando, em pelo menos 18 estados, distribuídos pelas 5 regiões brasileiras. O estado de São Paulo lidera no número de hospitais, com 28 unidades, seguido por Minas Gerais, com 12, além de Ceará e Pernambuco com 6 unidades cada.

Contudo, ambas as empresas afirmaram já ter crescimento contratado para o período de avaliação do processo de fusão, incluindo investimentos em emergências, clínicas e ambulatórios e em desenvolvimento comercial e que o porte da companhia combinada deve ser ainda maior ao fim do processo de fusão.

Após esse período, a companhia deve se expandir também dentro dos estados em que já atuam, inclusive para municípios de menor porte e, atualmente, não atendidos pelas duas redes de planos privados. Outro objetivo é fazer a venda cruzada de planos corporativos nas regiões atendidas.

Em resposta a um potencial investidor, foi ressaltado que não devem haver grandes reajustes para os beneficiários e há espaço até para tornar seus respectivos produtos mais acessíveis. O ticket médio dos serviços oferecidos pelas duas empresas, hoje, teria valor até 30% menor que o dos principais concorrentes.

Divisão acionária
    

Pelo acordo, a cearense Hapvida ficará com 53,6% das ações da nova empresa a ser criada e a GNDI ficará com 46,4%. No detalhamento da divisão acionária, 37,5% das ações ficará com a Família Pinheiro, 16,1% com os outros acionistas do HapVida, 5,2% com a Bain Capital e 41,2% com outros acionistas do GNDI.

A nova companhia também contará com dois co-CEOs: o diretor-presidente do Hapvida, Jorge Pinheiro, e o diretor-presidente do GNDI, Irlau Machado Filho. O conselho administrativo da companhia combinada será composta por 9 membros, sendo 5 do HapVida (incluindo o presidente do conselho), 2 do GNDI e 2 membros independentes (um indicado por cada empresa).

Na apresentação, foi comunicada a intenção de ter um conselho diverso em termos de gênero, idade e históricos profissionais, entre outros fatores.

'Momento histórico'

Para Irlau Machado Filho, o acordo representa um "momento histórico no mercado de saúde suplementar do Brasil. O grupo tem, como visão geral, a paixão por gerar acesso à saúde de qualidade para a população brasileira. Pela história pregressa de ambas as empresas, essa transação tem tudo para ser exitosa".

Seguindo o mesmo raciocínio, Jorge Pinheiro disse acrescentar que a concretização da operação "revolucionará a saúde suplementar brasileira e chega em um momento crucial para o País e para o mundo, por conta da pandemia de Covid-19 em que precisaremos mostrar alternativas para fazer frente a esse desafio".

Ele acrescenta que "o mercado de saúde suplementar atende a 22% da população brasileira e já foi até maior, então, há muito espaço para crescimento, ainda. Além disso, as duas empresas têm muita semelhança em termos de modelo de negócio, são rentáveis e têm experiência em fazer aquisições."

Desde que se tornaram companhias de capital aberto, obtendo IPO, HapVida e Intermédica, tiveram valorização das ações de 230% e 426%, respectivamente.

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Maior desde 2008

O processo de fusão ainda precisa de autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgãos reguladores que avaliam a legalidade da operação, processo que tem como data-limite para fechamento o mês de agosto de 2022. 

Se a negociação for chancelada, esta será a maior fusão realizada no Brasil desde 2008. O plano de integração, segundo seus diretores-executivos, será iniciado imediatamente. Nesse sentido, ambas as empresas marcaram Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) para o próximo dia 29 de março para deliberar sobre a fusão.

Além da ampliação estrutural, inclusive com a complementaridade geográfica de atuação das duas empresas, a operação visa integrar produtos, recursos e soluções de saúde, bem como reduzir custos, otimizar processos e consolidar bases acionárias das empresas. (Colaborou "Irna Cavalcante")

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