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Com queda de 55% no faturamento, Engenho Dedé estuda fechar as portas em Fortaleza

Unidade de Fortaleza conta com 34 funcionários. As restrições sociais adotas durante a pandemia trouxeram dificuldades ao setor

12:10 | 22/01/2021
Restaurante foi inaugurado em 2016 e enfrenta dificuldades causadas pela pandemia (Foto: Thaís Mesquita) (Foto: FOTO: Thais Mesquita)
Restaurante foi inaugurado em 2016 e enfrenta dificuldades causadas pela pandemia (Foto: Thaís Mesquita) (Foto: FOTO: Thais Mesquita)

O Restaurante Engenho Dedé, com quase cinco anos de atuação em Fortaleza, pode fechar as portas ainda durante o primeiro semestre de 2021 no Shopping Iguatemi. As dificuldades geradas pela pandemia afetaram o faturamento do restaurante que, durante o último ano, sofreu com uma queda de 55%, segundo a empresa.

O estabelecimento é conhecido por reunir pratos típicos da culinária brasileira. Daniel Moares, gestor da loja na Capital, explica que a pandemia afetou bastante o segmento de alimentação fora do lar. "Estamos discutindo com o shopping (Iguatemi) a situação. A pandemia e as medidas restritivas complicam a situação. O setor de gastronomia está cada vez caindo mais em demanda".

Atualmente, o restaurante em Fortaleza conta com 34 funcionários. Sobre a decisão de fechar as portas, o gestor explica que o martelo ainda não foi batido. "Ainda não é certo, até o fim do mês deve sair um posicionamento. Existe a possibilidade das restrições ficarem mais fortes, algo como na primeira fase da pandemia. Toda essa parte da economia do Ceará sentiu muito, por ser uma cidade turística, acabou tendo um impacto mais forte", comenta.

Moraes esclarece que o restaurante lida com as dificuldades da pandemia em outras cidades do Brasil. "Belo Horizonte está bem mais crítica. Teve aquela decisão da proibição da cerveja, que até conseguiram uma liminar, mas acabou sendo derrubada depois. A pandemia trouxe desespero ao setor", destaca, dizendo que podem também fechar na cidade mineira.

Daniel comenta que, em Manaus, a situação também é difícil. A cidade, que vive um colapso na Saúde, também encontra um setor econômico em crise. "As cinco lojas em Manaus estão todas fechadas, sem gerar lucro, e não há nenhuma previsão de voltar. Neste momento, não há nenhuma ajuda do governo. É uma situação difícil", complementa.

Demissões no Ceará

Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará diz que 8 mil empresas fecharam as portas no Estado, sendo 2,5 mil em Fortaleza. A entidade contabiliza 40 mil demissões em nove meses no Estado.