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Economia
NOTÍCIA

Entidade de bares e restaurantes contabiliza 40 mil demissões em nove meses no Ceará

Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará diz que 8 mil empresas fecharam as portas no Estado e 2,5 mil em Fortaleza

Beatriz Cavalcante
16:54 | 21/01/2021
Movimentação em bares e restaurantes no polo de lazer da Varjota (Foto: Aurelio Alves)
Movimentação em bares e restaurantes no polo de lazer da Varjota (Foto: Aurelio Alves)

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará (Abrasel-CE) contabiliza a perda de 40 mil empregos no Estado em nove meses, de março a dezembro de 2020, e 8 mil empresas fechadas. Em Fortaleza, 2,5 mil negócios foram encerrados. A entidade questiona: "Para um setor que é constituído de 96% de pequenas e médias empresas, quantas ainda terão de fechar e quantas famílias vão ficar sem seu sustento?"

Taiene Righetto, presidente da Abrasel Ceará, frisa que, desde a reabertura dos negócios, o segmento de alimentação fora do lar está no seu pior momento. As perdas ficam atrás apenas do período em que tiveram de ficar fechados.

O motivo do cenário atual, ele explica, é o início do ano que conta com uma lista de impostos e custos adicionais: IPVA, IPTU, reajustes de alugueis, salário mínimo e  tarifas de água e energia, além de alta na inflação de insumos alimentícios, e fim do programa do Governo Federal da suspensão de contratos ou redução da jornada de trabalho. Ainda é esperada alta na passagem de ônibus.

"Estamos trabalhando com capacidade reduzida por decreto e ainda convivendo dia a dia com o fantasma de retrocedermos nas fases de abertura. Então fica o questionamento: Como iremos pagar tantos impostos? E isso não apenas para o setor de alimentação fora do lar, mas para todos os que foram tão prejudicados durante todo o ano de 2020", complementa.

 

Situação

Segundo Taiene, o segmento estabilizou as perdas apenas nos últimos dois meses. Estavam com 40% de redução na quantidade de bares e restaurantes e mantiveram esse percentual, funcionando com 50% da capacidade. Ele acrescenta que, dos que fecharam, muitos são de pequenos empresários, mas grandes nomes também devem sair do Estado. 

Em relação ao faturamento, a entidade diz que 60% das empresas que restaram abertas operam no vermelho. Para o futuro, contando com a situação atual, o presidente da Abrasel no Estado diz que a redução do número de estabelecimentos de alimentação fora do lar pode subir dos 40% para 50%. Isso resultaria em mais 2 mil bares e restaurantes fechados.