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Economia
NOTÍCIA

Comércio no Ceará é o que registra maior perda acumulada do País

Apesar da alta de 1,9% em outubro, a Pesquisa Mensal do Comércio mostra que no acumulado do ano as perdas no setor chegaram a 7,9% no Ceará. A maior do País

13:41 | 10/12/2020
O histórico da pesquisa mostra que a crise no comércio varejista cearense é anterior à pandemia. (Foto: Fabio Lima)
O histórico da pesquisa mostra que a crise no comércio varejista cearense é anterior à pandemia. (Foto: Fabio Lima)

Depois de cair em setembro, o comércio varejista cearense voltou a se recuperar. Alta de 1,9% em outubro, com relação ao mês anterior. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço, porém, ainda é tímido considerando que o Ceará é o estado que registra a maior perda acumulada no ano do País, de -7,9%, se comparado com o mesmo período do ano anterior.

Atrás do Ceará, estão Distrito Federal (-5%) e Sergipe com (-4,9%). Na outra ponta, os estados que apresentaram melhor desempenho no acumulado até outubro foram Pará (8%), Maranhão (6,9%) e Amazonas (6,8%).

O histórico da pesquisa mostra que a crise no comércio varejista cearense é anterior à pandemia. O indicador de volume de vendas, no comparativo com o mês imediatamente anterior, já vinha no vermelho desde novembro de 2019 (-2,2%). Porém, o pior momento foi em abril deste ano, período do lockdown no Estado, quando as perdas chegaram a 21,7%. A recuperação começa de forma gradativa em maio e segue até agosto. Em setembro, no entanto, as vendas voltam a cair (-3,9%) e a subir no mês passado.

Quando se compara o desempenho do comércio varejista em outubro, ante igual mês do ano anterior, os dados do IBGE mostram que houve crescimento nas vendas da ordem de 3,3%. Já no acumulado dos últimos doze meses, a queda é de 6,9%.

De janeiro a outubro, os segmentos que apresentaram melhor desempenho, no comparativo com igual período do ano anterior, foram os hipermercados e supermercados (4,2%) e as vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (0,6%). Por outro lado, estão tendo mais dificuldades para se recuperar o segmento de tecidos, vestuário e calçados (-29,2%) e eletrodomésticos (-27,7%).

Já o Comércio Ampliado, que é o comércio normal mais a comercialização de automóveis, peças e material de construção, registrou avanço de 1,9% na passagem de setembro para outubro e de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2019. No acumulado do ano, os indicadores estão em queda de 7,3% e, em doze meses, de 5,6%.

Segundo o IBGE, apesar do aquecimento das vendas de material de construção no Ceará, que chega a 11,3% no mês e de 5,3% no acumulado do ano, as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças estão em baixa. Em outubro, houve variação negativa de 2,3%, ante o mesmo mês de 2019, e de -9,5% no acumulado do ano.