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Complexo do Pecém assina memorando com multinacional chinesa

Acordo é para instalação de um parque eólico offshore no litoral do Pecém. Expectativa é que sejam criados 2 mil empregos na fase inicial do projeto .

17:41 | 21/10/2020
Assinatura do memorando de entendimentos (Foto: Divulgação)
Assinatura do memorando de entendimentos (Foto: Divulgação)

O Governo do Ceará deu mais um passo para diversificar a produção de energia eólica no Estado. Em cerimônia realizada nesta quarta-feira, 21, na sede do Complexo do Pecém, foi assinado um memorando de entendimento com a multinacional chinesa Mingyang Smart Energy para a instalação de um complexo eólico offshore (no mar) na região do litoral do Pecém. A previsão é que o empreendimento gere 2 mil empregos na sua fase inicial.

No último dia 10 de setembro, foi assinado um primeiro protocolo, mais amplo, pelo governador Camilo Santana (PT), no qual foi formalizada a intenção de atrair o empreendimento ao Estado. Desta vez, o acordo é mais específico sobre as operações e firmado diretamente com o Complexo do Pecém.

“Hoje o Complexo do Pecém possui empresas que contribuem diretamente com a matriz energética do Estado do Ceará. Agora, estamos iniciando os primeiros estudos de viabilidade em torno desse projeto pioneiro, um projeto de energia eólica offshore, o que é extremamente importante para o desenvolvimento e o consequente amadurecimento do setor de energias renováveis no Brasil”, afirma o presidente do Complexo do Pecém, Danilo Serpa.

Na indústria de produção de energia eólica, o termo offshore se aplica a torres eólicas instaladas em alto mar, em águas não muito profundas e em locais afastados das rotas de tráfego marítimo. Para se conectarem com a rede elétrica em terra, as torres são ligadas à costa através de cabos submarinos. A energia gerada é então enviada para centros de distribuição.

De acordo com o vice-presidente da Mingyang Smart Energy Group, Larry Wang, a ideia do grupo é transformar o Porto do Pecém em um hub de exportações para usinas eólicas offshore no Brasil e também no exterior. “Acreditamos que a Mingyang e o Pecém serão ótimos parceiros. Na próxima fase pretendemos fazer um piloto (teste) de implantação de turbina de eólica offshore e com isso será adquirido experiência em design, orçamento, construção e permissões legais para futuros projetos mais grandiosos”.

Ele explicou que esse deverá ser o primeiro projeto do tipo offshore da empresa em toda a América Latina. “Por isso planejamos iniciar a construção já em 2022”.

O titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Maia Júnior, reforça que a expectativa é que o empreendimento esteja implantado até o ano de 2023. “O Ceará, no passado, foi o protagonista de todo o desenvolvimento das energias renováveis do Brasil. Naquela época, 25 anos atrás, aproximadamente, quando começamos a desenvolver este trabalho, o Ceará não era um estado gerador de energia. Hoje, é até exportador de energia limpa. Agora, pioneiramente, novamente como protagonista, o Ceará inaugura uma outra etapa de um upgrade bastante relevante não só para o Estado, mas também para o Brasil e a América Latina”.

 

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Complexo do Pecém assina memorando com multinacional chinesa

Acordo é para instalação de um parque eólico offshore no litoral do Pecém. Expectativa é que sejam criados 2 mil empregos na fase inicial do projeto .

17:41 | 21/10/2020
Assinatura do memorando de entendimentos (Foto: Divulgação)
Assinatura do memorando de entendimentos (Foto: Divulgação)

O Governo do Ceará deu mais um passo para diversificar a produção de energia eólica no Estado. Em cerimônia realizada nesta quarta-feira, 21, na sede do Complexo do Pecém, foi assinado um memorando de entendimento com a multinacional chinesa Mingyang Smart Energy para a instalação de um complexo eólico offshore (no mar) na região do litoral do Pecém. A previsão é que o empreendimento gere 2 mil empregos na sua fase inicial.

No último dia 10 de setembro, foi assinado um primeiro protocolo, mais amplo, pelo governador Camilo Santana (PT), no qual foi formalizada a intenção de atrair o empreendimento ao Estado. Desta vez, o acordo é mais específico sobre as operações e firmado diretamente com o Complexo do Pecém.

“Hoje o Complexo do Pecém possui empresas que contribuem diretamente com a matriz energética do Estado do Ceará. Agora, estamos iniciando os primeiros estudos de viabilidade em torno desse projeto pioneiro, um projeto de energia eólica offshore, o que é extremamente importante para o desenvolvimento e o consequente amadurecimento do setor de energias renováveis no Brasil”, afirma o presidente do Complexo do Pecém, Danilo Serpa.

Na indústria de produção de energia eólica, o termo offshore se aplica a torres eólicas instaladas em alto mar, em águas não muito profundas e em locais afastados das rotas de tráfego marítimo. Para se conectarem com a rede elétrica em terra, as torres são ligadas à costa através de cabos submarinos. A energia gerada é então enviada para centros de distribuição.

De acordo com o vice-presidente da Mingyang Smart Energy Group, Larry Wang, a ideia do grupo é transformar o Porto do Pecém em um hub de exportações para usinas eólicas offshore no Brasil e também no exterior. “Acreditamos que a Mingyang e o Pecém serão ótimos parceiros. Na próxima fase pretendemos fazer um piloto (teste) de implantação de turbina de eólica offshore e com isso será adquirido experiência em design, orçamento, construção e permissões legais para futuros projetos mais grandiosos”.

Ele explicou que esse deverá ser o primeiro projeto do tipo offshore da empresa em toda a América Latina. “Por isso planejamos iniciar a construção já em 2022”.

O titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Maia Júnior, reforça que a expectativa é que o empreendimento esteja implantado até o ano de 2023. “O Ceará, no passado, foi o protagonista de todo o desenvolvimento das energias renováveis do Brasil. Naquela época, 25 anos atrás, aproximadamente, quando começamos a desenvolver este trabalho, o Ceará não era um estado gerador de energia. Hoje, é até exportador de energia limpa. Agora, pioneiramente, novamente como protagonista, o Ceará inaugura uma outra etapa de um upgrade bastante relevante não só para o Estado, mas também para o Brasil e a América Latina”.