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Economia
NOTÍCIA

Cade aprova compra da siderúrgica Silat, em Caucaia, pela Gerdau

Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou negócio de 100,8 milhões de dólares feito, no fim do ano passado, pela Gerdau

21:17 | 23/09/2020
A Silat tem empreendimento em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) (Foto: reprodução/ site oficial da silat)
A Silat tem empreendimento em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) (Foto: reprodução/ site oficial da silat)

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, 23, negócio de 100,8 milhões de dólares feito, em novembro do ano passado, pela Gerdau para compra da Siderúrgica Latino Americana (Silat), em Caucaia.

O Tribunal do Cade manteve decisão da Superintendência-Geral da autarquia (SG/Cade) pela aprovação da operação sem a imposição de restrições. Isso significa que a Gerdau manterá 96,35% das ações representativas do capital social da Silat, enquanto outros 3,65% permanecem sob propriedade da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Adece).

A votação desta quarta-feira precisou do voto de minerva do presidente, Alexandre Barreto, para definir o entendimento de que o negócio não resultará em danos para a competição no mercado de vergalhões.

Imbróglio

Ainda segundo o Cade, a Superintendência deu aval à operação em despacho publicado no Diário Oficial da União em junho, mas a Companhia Siderúrgica do Espírito Santo (Simec), habilitada como terceira interessada no processo, apresentou recurso ao Tribunal contra a decisão. No pedido, a empresa concorrente alegou que a operação teria propósito anticompetitivo e não possuiria racionalidade econômica.

“Entendo não procederem as preocupações alegadas pela Simec quanto a suposta ausência de racionalidade econômica da operação, diante dos documentos e esclarecimentos prestados, bem como ao suposto propósito anticompetitivo de impedir a entrada de concorrente que pudesse desafiar o eventual exercício de poder de monopsônio da Gerdau no mercado de aquisição de sucata na região nordeste”, concluiu o conselheiro Sérgio Ravagnani, relator do caso.