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Economia
NOTÍCIA

Atividades turísticas no Ceará caem 23% em julho, mês de alta estação

Após fôlego em junho, turismo cearense volta a registrar queda

12:13 | 11/09/2020
Taxa negativa é pressionada, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes, hotéis e transporte aéreo;  (BÁRBARA MOIRA/ O POVO) (Foto: BÁRBARA MOIRA)
Taxa negativa é pressionada, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes, hotéis e transporte aéreo; (BÁRBARA MOIRA/ O POVO) (Foto: BÁRBARA MOIRA)

O índice de atividades turísticas caiu 23% em julho no Ceará. O declínio ocorre após o setor ganhar fôlego em junho, com crescimento de 16,6%. Com esse percentual, o Ceará figura com a maior queda entre a unidades da federação, seguido de Santa Catarina (-4,8%) e Bahia (-2,7%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já na comparação de julho deste ano com igual período em 2019, a redução foi de 65,3%, quinta taxa negativa seguida, pressionada, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; transporte aéreo; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; agências de viagens; locação de automóveis; e operadores turísticos.


No acumulado do ano, a perda foi de 43,5%, após queda em cinco meses seguidos, com mais intensidade entre os meses de março e abril, período atravessado pelo agravamento da crise do novo coronavírus.
Os demais estados registraram alta em julho, com destaque para São Paulo (5,4%) e Rio de Janeiro (11,5%), seguido por Pernambuco (18,9%), Minas Gerais (5,5%) e Distrito Federal (15,4%).

Setor de serviços ainda sofre com os prejuízos

 

O setor de serviços cearense regrediu 2,5% na passagem de junho para julho no Ceará, após avanço de 5,7% no mês de junho. O resultado retorna à sequência de quatro taxas negativas (entre fevereiro e maio). Na comparação com julho de 2019, o volume de serviços recuou 25,4%, sexta taxa negativa seguida. No acumulado dos primeiros sete meses de 2020, houve recuo de 15,2%. Em doze meses, o volume de serviços caiu 7,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (11) pelo IBGE.

 

Redação O POVO Online