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Economia
NOTÍCIA

Índice de preços registra queda em agosto em Fortaleza e Região Metropolitana

Três dos nove serviços avaliados pelo índice de preços tiveram queda nos valores e compensaram o aumento dos outros seis no cálculo geral

17:28 | 09/09/2020
Com as aulas presenciais suspensas, os preços dos cursos regulares na rede privada de ensino recuaram 9,22% (Foto: Fabio Lima)
Com as aulas presenciais suspensas, os preços dos cursos regulares na rede privada de ensino recuaram 9,22% (Foto: Fabio Lima)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Ceará calcula que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto caiu 0,23%, 0,79 ponto percentual abaixo da variação observada em julho (0,56%) de 2020. O indicador reflete o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos residentes em Fortaleza e Região Metropolitana.

Essa é a terceira queda registrada no ano, sendo a segunda maior delas. No mês de abril, o índice registrou queda de 0,12% e no mês de maio 0,52%. A avaliação é feita a partir da análise de nove grupos de serviços e produtos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 9, pelo IBGE.

Dos grupos avaliados em agosto, três apontaram variação negativa, a diminuição dos preços, e seis tiveram variações positivas, o aumento dos preços. O maior destaque de diminuição é do setor de Educação, com variação de -7,70%. A baixa nos preços do setor se dá devido ao fato de que várias instituições de ensino começaram a oferecer descontos nas mensalidades durante o período de isolamento social causado pela pandemia de Covid-19.

Com as aulas presenciais suspensas, os preços dos cursos regulares na rede privada de ensino recuaram 9,22%, sendo a maior queda observada na pré-escola (-18,69%), em seguida pelos cursos de ensino médio (-9,79%), pós-graduação (-5,62%), e educação de jovens e adultos (-9,61%).

Os grupos que registraram os maiores aumentos foram Artigos de residência (1,45%), comunicação (1,35%) e Transportes (0,94%). Alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 0,38% em agosto no IPCA. Os principais itens que influenciaram essa elevação foram óleos e gorduras (4,66%), carnes e peixes industrializados (3,44%), e cereais, leguminosas e oleaginosas (2,83%).

O arroz, com aumento de 2,83% em agosto, acumula alta de 22,60% no ano e o feijão-de-corda já tem inflação de 41,02% no ano inteiro. A alimentação fora do domicílio (-0,32%) apontou variação negativa em agosto, no mês anterior (0,16%) havia registrado pequena variação.

Analisando o ano inteiro, o índice de alimentação e bebidas ficou 5,89% mais caro em relação ao mesmo período do ano passado. 

A variação do IPCA de agosto na Região Metropolitana de Fortaleza também foi influenciada pelos combustíveis. Eles tiveram aumento nos preços de 3,07%. A gasolina comum subiu 3,24%, enquanto o óleo diesel 1,05%. No grupo de transportes também foram destaques altas nos preços de acessórios e peças, com 2,36%, e conserto de automóvel, aumentando 1,29%.