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Economia
NOTÍCIA

Mansueto diz que sua saída não deve preocupar investidor

O secretário do Tesouro Nacional disse que enquanto Guedes for ministro da economia, haverá compromisso com o ajuste fiscal

13:19 | 15/06/2020
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta segunda-feira, 15, que sua saída do Governo Federal, marcada para agosto, não deve preocupar os investidores. Em entrevista à CNN Brasil, Mansueto voltou a afirmar que a política de ajuste fiscal do Governo vai continuar.
"O ajuste fiscal depende da postura e da boa vontade do governo de continuar esse ajuste. Enquanto Guedes for ministro da economia, sei que esse compromisso vai continuar", disse Mansueto.
Ele lembrou, ainda, que o cumprimento do teto dos gastos é uma obrigação constitucional.
Mansueto defendeu que o desafio da política econômica na saída da pandemia de Covid-19 é aprovar as reformas estruturais no País, para aumentar o potencial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e dar aos investidores uma perspectiva de redução da relação entre dívida pública e PIB.
Reformas
O secretário do Tesouro Nacional disse em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira que o maior desafio para avançar na agenda de reformas estruturais é construir um diálogo político aproveitando a "janela de juros baixos" no mundo.
Para Mansueto, a agenda fiscal do Governo Federal não muda com a crise do coronavírus, mas agora é necessário "construir viabilidade política" para avançar nas reformas. "É muito importante termos um debate extensivo, transparente, para aprovar essas medidas", afirmou.
De acordo com Mansueto, o Brasil tem uma janela para avançar no ajuste fiscal, porque a baixa dos juros no mundo permite que se mantenha a Selic baixa, o que reduz o serviço da dívida. "Se estivéssemos saindo deste ano com dívida de 95% do PIB e juros de 14%, seria pânico, mas não é o caso", avaliou.
Para Mansueto, o Tesouro não deve ter dificuldade em emitir nos títulos e o tamanho das reservas internacionais do Brasil ajuda a sinalizar ao investidor externo que o País não terá problemas em honrar suas dívidas.