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Economia
NOTÍCIA

Brasil é o país da América Latina mais inclinado a redução salarial e jornada de trabalho

Estudo feito pela PageGroup revela que executivos brasileiros foram os que mais utilizaram essas medidas como forma de manter os empregos

Victor Hugo Pinheiro
17:40 | 12/06/2020
Brasil se destaca na América Latina como o mais propenso a adotar redução salarial e jornada de trabalho (Foto: AGÊNCIA BRASIL)
Brasil se destaca na América Latina como o mais propenso a adotar redução salarial e jornada de trabalho (Foto: AGÊNCIA BRASIL)

Um estudo feito pela PageGroup, consultora de recrutamento executivo, na América Latina, revelou que o Brasil é o país mais propenso à redução salarial (11,8%), da jornada de trabalho (7,8%) e trabalho em meio período (5,9%) como medidas para manter os empregos, amenizando os impactos causados pelo novo coronavírus nas empresas. O levantamento foi realizado em abril com 3 mil executivos em cargos de alta e média gestão no Brasil, Argentina, Peru, Chile, Colômbia e México.

O diretor executivo da PageGroup, Patrick Hollard, afirma que os resultados obtidos no levantamento indica uma inclinação dos brasileiros em adotar medidas previstas na MP 936, que permite a redução de jornada e salário ou suspensão de contratos dos trabalhadores.

"Como há um respaldo jurídico para a adoção dessas medidas, os empresários encontraram o suporte necessário para manterem suas operações ativas durante a pandemia. Como a maior parte das empresas foi afetada por interrupções de atividades e paralisações na linha de produção, tiveram de amargar quedas bruscas no faturamento. Com essa nova realidade, viram-se obrigadas a reduzir o salário e jornada de trabalho para mitigar esses impactos e manter os empregos ativos", analisa Hollard.

A pesquisa também indicou a redução de custos como medida principal para manutenção dos empregos durante a crise econômica causada pelo novo coronavírus, com 52,7%. Em sequência aparecem o auxílio financeiro da empresa (26,2%), redução salarial (7,1%), redução da jornada de trabalho (4,2%), redução de benefícios e licenças não-remuneradas (3,8%, cada) e trabalho em meio período (2,1%).

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