PUBLICIDADE
Economia
NOTÍCIA

Superávit da balança comercial alcança US$ 3,284 bilhões em agosto, o maior para o mês desde 2017

A alta registrada no mês foi de 23,7%. No acumulado do ano, o saldo é de US$ 31,759 bilhões

David Moura
23:32 | 02/09/2019

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,284 bilhões em agosto, uma alta de 23,7% em relação ao saldo do mesmo mês do ano passado, que foi de US$ 2,775 bilhões. Os dados foram divulgados hoje, 2, pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia (Secint/ME).

“É o maior superávit para meses de agosto desde 2017”, disse o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, na entrevista coletiva realizada no Ministério da Economia, em Brasília (DF), para comentar os números. No acumulado de janeiro a agosto, o saldo chega a US$ 31,759 bilhões.

Balança do mês

No mês, a exportação brasileira alcançou US$ 18,853 bilhões, uma retração de 8,5% em relação a agosto de 2018, e de 1,7% sobre julho de 2019, pela média diária. Já as importações totalizaram US$ 15,569 bilhões, um recuo de 13,3% sobre o mesmo período de 2018 e de 8,4% em relação ao mês anterior. A corrente de comércio em agosto foi de US$ 34,422 bilhões, 10,8% a menos do que no mesmo mês do ano passado.

Acumulado do ano

A corrente de comércio no acumulado do ano alcançou US$ 265,947 bilhões, um recuo de 4,2% pela média diária, sobre o mesmo período anterior, quando totalizou US$ 279,125 bilhões. As exportações de janeiro a agosto foram de US$ 148,853 bilhões, queda de 5,2% sobre 2018. Já as importações, no período, somaram US$ 117,094 bilhões, apresentando uma recessão de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, de US$ 121,230 bilhões.

Exportações

As exportações de agosto foram impulsionadas pelas vendas de produtos básicos (US$ 10,347 bilhões), manufaturados (US$ 6,166 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,313 bilhões). Sobre o ano anterior, diminuíram as exportações de produtos manufaturados (-25,8%) e aumentaram as vendas de semimanufaturados (14,4%) e básicos (2,5%).

Com exceção da plataforma exportada no mesmo período do ano passado, segundo Brandão, o que motivou a queda das vendas ao exterior em agosto de 2019 foram principalmente: a diminuição dos embarques de soja, em função da redução da demanda mundial; a queda nas vendas de automóveis, por conta da crise da Argentina; e a redução dos preços internacionais de petróleo, que caíram 24%.

No acumulado de janeiro a agosto, em relação ao mesmo período de 2018, diminuíram as exportações de manufaturados (-9,5%) e semimanufaturados (-0,9%), enquanto que aumentaram as vendas de produtos básicos (+0,7%).

Compradores

Em relação aos mercados compradores, cresceram as vendas para África (+14,8%), Oriente Médio (+9,5%) e Estados Unidos (+3%). Já para América Central e Caribe (-80,1%), Mercosul (-35,6%), Oceania (-19,3%), União Europeia (-8,8%) e Ásia (-0,3%) as exportações diminuíram no mês.

Os cinco países que mais compraram do Brasil em agosto foram China, Hong Kong e Macau (US$ 5,588 bilhões); Estados Unidos (US$ 2,312 bilhões); Argentina (US$ 793 milhões); Países Baixos (US$ 726 milhões) e Japão (US$ 493 milhões).

Importações

A redução das importações em agosto foi puxada pelo recuo das compras de bens de capital (-35%), combustíveis e lubrificantes (-34%), bens de consumo (-7%) e bens intermediários (-2%). Já no acumulado de janeiro a agosto, sobre mesmo período do ano passado, houve queda das importações de bens de capital (-16,5%), bens de consumo (-5,5%), combustíveis e lubrificantes (-3,7%).

Porém, aumentaram as compras de bens intermediários (+1,9%). Do lado da importação, além da plataforma, houve menor demanda no mercado interno por petróleo e derivados e automóveis.

Fornecedores

Os mercados fornecedores que se destacaram no mês foram os Estados Unidos (+24,2%) e União Europeia (+6,1%), com aumentos na comparação com agosto do ano passado. Já de outros mercados houve redução das importações da África (-55,5%), Oceania (-53,1%), América Central e Caribe (-51,3%), Oriente Médio (-39,8%), Ásia (-28,9%) e Mercosul (-20,8%).

Os cinco principais países fornecedores foram Estados Unidos (US$ 3,132 bilhões), China, Hong Kong e Macau (US$ 2,998 bilhões); Alemanha (US$ 987 milhões), Argentina (US$ 825 milhões) e México (US$ 415 milhões).