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Advogado de prefeito afastado questiona interesse das denúncias e não descarta extinção da pena

Para Vasques, os acusadores sabiam que as denúncias eram antigas e ainda assim decidiram torná-las públicas, conduta que ele considera "circense, espetaculosa"

11:27 | 18/07/2019
Leandro Vasques, advogado
Leandro Vasques, advogado(Foto: Fabio Lima/Fabio Lima)

A defesa do prefeito afastado de Uruburetama voltou a se pronunciar em favor do cliente, José Hilson de Paiva, 70, questionando a quem interessam as denúncias festas contra o político. "Os registros audiovisuais divulgados são primitivos, datando de muitos anos atrás", ponderou o advogado Leandro Vasques ao argumentar que não descarta a extinção da pena. Nota da defesa foi divulgada nesta quinta-feira, 18.

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Para Vasques, os acusadores sabiam que as denúncias eram antigas e ainda assim decidiram torná-las públicas, conduta que ele considera "circense, espetaculosa". Na nota enviada à imprensa, o advogado ainda relembrou supostas extorsões sofridas pelo prefeito feitas pelo seu vice (atual prefeito interino de Uruburetama), Arthur Nery. 

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"A espetacularização em torno do caso, arrastando a investigação para o pelourinho da praça pública, atende não aos ideais de Justiça, mas às vis pretensões eleitoreiras daqueles que, há bem pouco tempo, extorquiam o Sr. José Hilson a renunciar ao cargo para o qual fora legitimamente eleito", escreveu Vasques. Ele ainda voltou a afirmar que o afastamento de Hilson de Paiva foi uma medida "ao arrepio da lei". 

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Em entrevista à Rádio O POVO CBN nesta quinta-feira, 18, Vasques disse que pretende submeter as imagens a algum perito. "Obtivemos as imagens ontem, não vi todas, mas vamos requerer a submissão a uma pericia técnica para definir mais ou menos de quando correu. Visualmente, vemos que são imagens primitivas", disse. 

O advogado ressaltou que o tipo de crime sob o qual o prefeito é acusado (violação sexual mediante fraude) exige denúncia até seis meses após o dia que ele teria sido praticado. "Ainda que você compare a fisionomia do médico que aparece nas imagens com a fisionomia dele atual, e pelo próprio discurso dele, essas imagens são de anos e anos atras, algumas de até uma década. Pela boa aplicação da norma, como esse tipo de crime exige que a vitima o represente criminalmente num prazo de 6 meses da data do ocorrido, é indiscutível que se operou no direito a decadência", defendeu.

Redação O POVO Online