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Policial é assassinado dentro de delegacia do Ceará enquanto tomava depoimento

Suspeito de tráfico de drogas, Antônio Josivan Lopes Silva, 30, que já respondia por latrocínio tentado, estava sendo autuado em flagrante, quando pegou a arma do escrivão e atirou contra ele

11:51 | 30/04/2021
O escrivão  Aloizio Alves de Lima Amorim, 60, registrava o depoimento de Antônio Josivan Lopes Silva, quando este pegou a arma e atirou contra o policial civil (Foto: Foto: Whastapp/O POVO)
O escrivão Aloizio Alves de Lima Amorim, 60, registrava o depoimento de Antônio Josivan Lopes Silva, quando este pegou a arma e atirou contra o policial civil (Foto: Foto: Whastapp/O POVO)

Um escrivão da Polícia Civil foi morto enquanto colhia depoimento de um homem autuado por tráfico de drogas na madrugada desta sexta-feira, 30, em Tauá, a 347 quilômetros de Fortaleza. Segundo a Polícia, Aloizio Alves de Lima Amorim, 60, registrava o depoimento de Antônio Josivan Lopes Silva, 30, que já respondia por latrocínio tentado, e estava sendo autuado em flagrante por tráfico de drogas, na Delegacia Regional da cidade. Nesse momento, segundo a Polícia, Josivan pegou a arma do escrivão e atirou contra o policial civil. Foram realizados os primeiros socorros ainda na delegacia, porém, o agente não resistiu aos ferimentos e morreu.

Após o crime, o homem fugiu. O secretário da Segurança Pública e Defesa Social Sandro Caron determinou o envio de reforços policiais para a região e disponibilizou aparato necessário para que Antônio Josivan seja capturado. Logo que tomou conhecimento do crime, o delegado geral da Polícia Civil, Sérgio Pereira, viajou para a região para acompanhar o caso. Equipes de policiais civis de delegacias de todo o Estado foram enviadas para a área, além de composições da Polícia Militar.

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Os agentes realizam diligências para capturar o homem. Uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ajuda nas buscas.

Aloizio Alves de Lima Amorim trabalhou na Polícia Civil durante dez anos, três meses e 20 dias. O escrivão prestou serviços no Grupo Provisório de Investigação e Homicídios, na Delegacia Municipal de Parambu, além das Delegacias Regional de Juazeiro do Norte e Regional de Tauá, onde estava lotado desde 2014. Em nota, a Polícia Civil reconhece os relevantes serviços prestados à sociedade cearense pelo policial civil, lamenta a partida precoce do policial que tanto contribuiu no combate à criminalidade no Ceará e coloca o aparato da instituição à disposição da família dele.