PUBLICIDADE
NOTÍCIA

Com bloqueio de verba pelo MEC, Unilab deve decidir o que paga ou negocia a partir de agosto

Unilab não poderá contar com R$ 11,5 milhões, ou 29% do orçamento previsto

23:11 | 08/05/2019
Estudantes e professores realizaram audiência pública nessa segunda-feira, 8, para discutir os impactos da retenção de verbas na Unilab
Estudantes e professores realizaram audiência pública nessa segunda-feira, 8, para discutir os impactos da retenção de verbas na Unilab(Foto: Reprodução/Facebook)

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) precisa decidir quais despesas serão quitadas ou negociadas a partir de agosto, caso permaneça o bloqueio de verbas de 30% no orçamento de universidades e institutos federais, anunciados pelo ministro da Educação,  Abraham Weintraub, na última semana. A situação da instituição tornou-se pública nessa segunda-feira, 7, durante audiência pública entre professores e alunos.

A assessoria de comunicação da universidade negou que estudantes deixem de graduar este semestre por conta da verba retida, como circula nas redes sociais. De acordo com eles, está indefinido o que deixará de ser ofertado caso o bloqueio não seja revertido. 

Localizada no município de Redenção, distante 62,8 km de Fortaleza, a Unilab não poderá contar com R$ 11,5 milhões, ou 29% do orçamento previsto para garantir o pleno funcionamento das atividades desenvolvidas até o fim do ano. Como mostrou levantamento do O POVO no último domingo. Em todo o Estado, o corte foi de R$ 108 milhões.

Segundo a assessoria de comunicação da instituição, Alexandre Cunha Costa, reitor temporário da Unilab, está em Brasília com outros gestores de universidades para pressionar o Ministério da Educação (MEC). Encontro entre os representantes educacionais e Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, criada após o anúncio dos cortes, ocorreria nesta quarta-feira, 8. A expectativa é reverter a medida.

Por nota enviada ao O POVO Online, Alexandre Cunha Costa respondeu que o rombo "deve afetar várias áreas da universidade, tanto em relação a pessoal (dificultando políticas de capacitação de servidores, por exemplo), como questões de infraestrutura e manutenção, tais como limpeza e pagamento de luz e água". Costa disse ainda que a supressão de recursos dos cofres da universidade gera "dificuldades também nos investimentos em pesquisa, obras e aquisição de equipamentos de laboratórios".

De acordo com levantamento do O POVO, veja quanto será retido dos gastos discricionários das universidades e institutos federais no Ceará:

Universidade Federal do Ceará (UFC) deve perder 46,5 milhões (30%) de R$ 155 milhões previstos para o ano.

Universidade Federal do Cariri (UFCA): R$ 18 milhões bloqueados de R$ 40 milhões prenunciado no planejamento da instituição, o contingenciamento chegou àquele valor devido a outro corte já feito no governo Bolsonaro este ano na UFCA.

Dos R$ 80 milhões por ano utilizados no custeio do Instituto Federal do Ceará (IFCE), R$ 32 milhões foram retidos pelo MEC.

Italo Cosme/ especial para O POVO