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Maranguape atinge ocupação máxima para Covid-19 e dez pacientes são transferidos para Fortaleza

Conforme gestão municipal, a medida foi adotada também por precaução com relação ao suprimento de oxigênio

Ítalo Cosme
11:09 | 23/02/2021
Movimentação no Hospital de Maranguape após a transferência de pacientes com Covid-19 para Fortaleza (Foto: Thais MesquisTa/OPOVO)
Movimentação no Hospital de Maranguape após a transferência de pacientes com Covid-19 para Fortaleza (Foto: Thais MesquisTa/OPOVO)

Atualizada às 13h24min

O município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, atingiu o limite máximo da ocupação de leitos para Covid-19. Na manhã desta terça-feira, 23, dez pacientes foram transferidos do Hospital Municipal Doutor Argeu Braga Herbster para unidades hospitalares da Capital cearense.

A transferência ocorre após solicitação feita pela Secretaria da Saúde do Município ao Governo do Estado do Ceará. Conforme a gestão municipal, trata-se também de uma medida de precaução com relação ao suprimento de oxigênio. 

O POVO apurou que os pacientes já estavam recebendo tratamento contra a doença. Com a transferência, os leitos ficarão vagos para receber outros doentes. Os locais que devem recebê-los não foram divulgados. No início da manhã, o prefeito da cidade, Átila Câmara, e a titular da saúde do município, Cleonice Caldas, estiveram no Hospital Municipal para acompanhar o translado dos indivíduos.

"Nossos fornecedores atendem também a outros municípios do Estado e a demanda é crescente, devido ao avanço do vírus na sociedade em geral", comentou o município, em nota enviada ao O POVO.

No texto, a Prefeitura de Maranguape pediu à população que as medidas preventivas sejam executadas, como o uso da máscara, do álcool em gel 70% e que o distanciamento social seja respeitado, evitando aglomerações.

Sayonara Cidade, presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems), afirmou que a situação de Maranguape não é isolada. A representante afirma que todas as regiões do estado encontram-se em cenário crítico da segunda onda da Covid-19.

Ela afirma que a ampliação de leitos no Estado deve minimizar a crise sanitária. Para Sayonara, as novas vagas não são de um hospital ou de outro, de um município ou de outro, são do Ceará. Assim, devem ser usadas estrategicamente para receber os pacientes na fila de espera no lugar mais próximo.

“Com a segunda cepa, os níveis estão ou altos ou altíssimos em todas as regiões. O colapso do sistema da saúde pode acontecer. Não pode ser descartado. Porém, isso ainda não aconteceu por aqui porque o sistema de saúde cearense é organizado, além de termos um grupo de trabalho integrado sob a liderança do governador Camilo Santana.”

Em vídeo divulgado na manhã desta terça, Magda Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa atualizou os dados referentes à Covid-19 no Estado. A gestora pontuou que a Região do Cariri é a única com municípios sob  alerta moderado. O restante está com alerta alto ou altíssimo. 

"Uma característica peculiar deste segundo momento que estamos vivendo no Ceará, em relação à epidemia de Covid, é que diferente daquele primeiro momento, com aumento primeiro na Capital para depois ser no interior, neste momento, estamos com epidemia simultâneas. Todas as regiões apresentam aumento de casos, de internações e óbitos."

Até a noite dessa terça-feira, sete hospitais de Fortaleza, entre públicos e privados, apresentaram mais de 90% dos leito de UTI e enfermaria ocupados.

As sete unidades médicas que registram taxa de ocupação acima de 90%, em ambos os leitos, são: Hospital Leonardo da Vinci, Hospital Antônio Prudente, Hospital Uniclinic, Hospital Otoclínica, Hospital Regional Unimed, Hospital São Carlos e Hospital São José de Doenças Infecciosas. Atualização até a tarde de segunda-feira, 22.

Conforme a plataforma IntegraSus, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a Capital apresenta 91,18% de ocupação dos leitos de UTI.

Confira a taxa de ocupação das unidades em Fortaleza


Rede pública


Hospital Geral Dr Waldemar Alcântara (HGWA)
UTI - 88,24% (15 ocupados dos 17 disponíveis)
Enfermaria - 90,48% (57 ocupados dos 63 disponíveis)

Hospital Infantil Albert Sabin (Hias)
UTI - 94,74% (18 ocupados dos 19 disponíveis)
Enfermaria - 82,54% (52 ocupados dos 63 disponíveis)

Hospital Leonardo Da Vinci (HLV)
UTI - 99,22% (128 ocupados dos 129 disponíveis)
Enfermaria - 91,55% (65 ocupados dos 71 disponíveis)

Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ)
UTI - 100% (8 ocupados dos 8 disponíveis)
Enfermaria - 91,55% (65 ocupados dos 71 disponíveis)

Instituto Dr. José Frota Central (IJF)
UTI - 86% (43 ocupados dos 50 disponíveis)
Enfermaria - nenhum leito ativo

Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza
UTI - 75% (6 ocupados dos 8 disponíveis)
Enfermaria - nenhum leito ativo

Rede particular


Hospital São Carlos
UTI - 100% (21 ocupados de 21 disponíveis)
Enfermaria -100% (38 ocupados de 38 disponíveis)

Hospital Uniclinic
UTI - 96% (24 ocupados de 25 disponíveis)
Enfermaria - 100% (52 ocupados de 52 disponíveis)

Hospital Otoclínica
UTI - 94,12% (32 ocupados de 34 disponíveis)
Enfermaria - 94,34% (50 ocupados de 53 disponíveis)

Hospital Antônio Prudente
UTI - 97,83% (45 ocupados de 46 disponíveis)
Enfermaria - 92,31% (84 ocupados de 91 disponíveis)

A rede Hapvida informa que nesta sexta-feira tinha 70,8% de ocupação dos 671 leitos, com possibilidade de remanejamento rápido de pacientes entre as unidades.

Casa de Saúde e Maternidade São Raimundo
UTI - 100% (8 ocupados de 8 disponíveis)
Enfermaria - 86,96% (20 ocupados de 23 disponíveis)

Hospital Aldeota
UTI - 76,67% (23 ocupados de 30 disponíveis)
Enfermaria - nenhum leito ativo

Hospital Regional Unimed
UTI - 93,27% (97 ocupados de 104 disponíveis)
Enfermaria - 95,8% (137 ocupados de 143 disponíveis)