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Guaramiranga lidera número de casos de acidentes com serpentes no Ceará

No período entre 2016 e 2020, 5,4 mil casos de acidentes com serpentes foram notificados no Estado. Homens com idade economicamente ativa e moradores da zona rural são principais vítimas
21:00 | Jan. 25, 2022
Autor Leonardo Maia
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Leonardo Maia Estagiário
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Tipo Notícia

O município de Guaramiranga, localizado a 99,5 quilômetros de Fortaleza, possui a maior incidência de acidentes com serpentes peçonhentas do Ceará, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Entre os anos de 2016 e 2020, foram registrados 11,9 mil acidentes a cada 100 mil habitantes. Na sequência, Palhano (5,6 mil) e Aratuba (5,3 mil) lideram o índice.

No período analisado, o número de acidentes se manteve estável entre 2016 e 2018 no Estado, variando entre dez e 11 episódios a cada 100 mil habitantes. Na sequência, houve um aumento em 2019, com o índice passando para 14,9/100 mil habitantes, seguido de queda em 2020, para 13,3/100 mil habitantes. Não foram divulgados dados para o ano de 2021.

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Em relação às regiões do Estado, o Litoral Leste apresentou situação mais preocupante, com crescimento de casos no último triênio, passando de 33,5 em 2018 para 48,4 em 2020.

No Cariri, houve uma tendência cíclica de alternância de elevações e declínios, enquanto a região Norte e a Superintendência Regional de Fortaleza permaneceram com valores mais baixos ao longo do período.

O acidente mais comum registrado no Estado foi do tipo botrópico, com quase 60% dos episódios. O veneno liberado nesses casos tem ação proteolítica (capaz de degradar proteínas), coagulante e hemorrágica.

Além disso, em 40% dos casos pode haver complicações no local da picada. No total, homens pardos com residência em zona rural e idade entre 20 e 49 anos são os mais afetados por acidentes com serpentes.

Contudo, 84% dos mais de cinco mil casos notificados pelo Estado nesse período evoluíram para cura e 0,57% acabou com morte do indivíduo atingido. Os outros 15% não tiveram os dados divulgados no boletim.

Conforme a Sesa, a baixa letalidade indica que as medidas adotadas no território estão promovendo efeitos nos resultados da doença. Dentre elas, a secretaria destaca a capacitação clínica de profissionais da saúde e orientação da população sobre como proceder diante da ocorrência dos agravos.

O que fazer em caso de picadas por serpentes peçonhentas

1. Manter a higiene do membro acometido;
2. Manter o membro sempre elevado;
3. Enquanto houver alteração do tempo de coagulação (acima de dez minutos), realizar apenas compressas frias, quando houver normalização deste e suspeita de infecção secundária, realizar compressas mornas;
4. A analgesia poderá ser feita inicialmente com dipirona, mas se persistir a dor, poderá ser usado Tramadol (100mg IV até 4/4h);
5. Os curativos serão feitos apenas com SF0,9% e solução antisséptica, devendo-se evitar a oclusão;
6. Fazer a profilaxia para tétano, conforme a recomendação vigente.

Fonte: Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Secretaria da Saúde do Paraná

Como procurar auxílio médico

O Núcleo de Assistência Toxicológica do Instituto Doutor José Frota (IJF) conta com uma equipe de especialistas para o atendimento aos pacientes em plantão 24 horas e, além da assistência hospitalar, esclarece dúvidas sobre primeiros socorros e compartilha informações tanto para a população como para profissionais da saúde de outras unidades. É possível entrar em contato por meio dos números (85) 3255 5050 e (85) 98439 7494 (WhatsApp).

No Interior, outras unidades são referência para o atendimento de vítimas com animais peçonhentos. São elas: Hospital Municipal Dr. Eudásio Barroso, em Quixadá; Hospital Regional e Maternidade Alberto Feitosa Lima, em Tauá; Hospital Polo Dr. Eduardo Dias, em Aracati; Hospital Regional Casa e Saúde de Russas, em Russas; Hospital São Camilo, em Limoeiro do Norte; Hospital Regional Norte e Santa Casa Sobral, em Sobral, e Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte.

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