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Polícia Federal cumpre quatro mandados por fraudes em licitações em Granjeiro

A operação investiga corrupção, desvio de recursos públicos, fraude de licitação e falsidade documental

23:02 | 05/07/2019
A Polícia Federal realizou buscas nos municípios de Várzea Alegre e Farias Brito.
A Polícia Federal realizou buscas nos municípios de Várzea Alegre e Farias Brito.(Foto: Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal (PF) realizou nesta sexta-feira, 5, a 2ª fase da Operação Bricolagem, deflagrando o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão por fraude em licitações e desvio de verbas públicas no município de Granjeiro, a 432,6 quilômetros de Fortaleza.

O procedimento foi realizado nas cidades de Várzea Alegre e Farias Brito, conforme o coordenador da operação, Alan Robson. Os mandados foram deferidos pelo Tribunal Regional Federal 5ª Região após representação em Inquérito Policial

"Estão sendo investigados os mesmos grupos de novembro de 2018. O mesmo inquérito que apura corrupção, desvio de recursos públicos, fraude de licitação e falsidade documental", ressaltou Alan durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta em Juazeiro do Norte.

As buscas nos municípios de Várzea Alegre e Farias Brito investigam domicílios que estariam envolvidos na ação criminosa. Durante as diligências, a PF identificou uma empresa de fachada que havia vencido licitações, recebido dinheiro público, mas não demonstrava nenhuma "movimentação, produtos ou serviços prestados". A instituição teria recebido cerca de R$ 1,4 milhão de municípios cearenses em 2018.

Na 1ª fase da Operação Bricolagem, foram encontrados mais de R$ 200 mil em uma caixa de sapato. Já na segunda, foram apreendidos celulares, documentos e computadores. O material será analisado pela Polícia Federal.

Embora as buscas tenham acontecido em Várzea Alegre e Farias Brito, os municípios não são investigados por envolvimento no esquema. Apenas os domicílios que, de acordo com Josefa Lourenço, chefe da delegacia da PF em Juazeiro do Norte, integram o ação criminosa.

Conforme a Polícia, os envolvidos responderão, de acordo com o nível de participação, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, falsidade ideológica, apropriação ou desvio de bens e rendas públicas por prefeitos e associação criminosa.

Redação O POVO Online