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Chefe de facção é preso suspeito de ordenar chacina em Caucaia

Homem apontado como mandante do crime teria ordenado todas as ações que resultaram na morte de cinco pessoas na chacina do Boqueirão das Araras, em Caucaia
22:19 | Ago. 09, 2021
Autor - Luciano Cesário
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Tipo Noticia

A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) prendeu no último sábado, 9, um chefe de facção criminosa apontado como mandante da chacina do Boqueirão de Araras, distrito de Caucaia, que resultou na morte de cinco pessoas no último dia 31 de julho. Domingos Costa Miranda, 38, teria articulado a ação com outros cinco suspeitos, que já foram presos pela Polícia. Em depoimentos, eles confessaram a participação no crime e alegaram que os assassinatos foram planejados por Miranda, que segundo duas das testemunhas, assumiu o comando de um grupo criminoso na cidade após a prisão do então chefe do bando.

Os mesmos depoentes ainda afirmaram que os cinco homens mortos na chacina pertenciam a um grupo criminoso rival. Segundo eles, as vítimas eram dissidentes da facção liderada por Miranda e ameaçavam assassinar os integrantes do bando adversário. Os dois grupos disputam o controle do tráfico de drogas em diversos bairros da periferia do Município.

O POVO teve acesso ao inquérito policial que investiga o caso. No documento, de 175 páginas, dois participantes do crime - entre eles um adolescente de idade não revelada - relatam que a chacina não foi um fato isolado. Segundo eles, “diversos homicídios estão ocorrendo em Caucaia” por causa da disputa entre duas facções pelo controle do comércio ilegal de entorpecentes.

Os interrogados ainda afirmaram que as mortes são ordenadas pelos chefes dos grupos, que mesmo presos continuam exercendo controle sobre os demais membros das facções. “As ordens [para assassinatos] são emanadas pelas chefias desses dois grupos criminosos, de dentro do sistema prisional cearense, onde eles determinaram aos seus subordinados que matassem qualquer um da organização criminosa rival, com o fim de se manter no controle da área”, detalha trecho do inquérito. Miranda, segundo os depoentes, é “braço direito” de um desses chefes de facção preso.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) anunciou que mais detalhes sobre as investigações serão revelados nesta terça-feira, 10, em coletiva de imprensa na sede da instituição.

Denúncia

Apontado como possível mentor intelectual da chacina do Boqueirão, Domingos Costa Miranda já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), no último dia 3 de agosto, por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. Miranda foi acusado com outras quatro pessoas que estariam pleiteando, junto aos chefes das facções presos, o controle da venda de drogas nos bairros São Miguel I, São Miguel II e Beco do Fumaça, regiões periféricas de Caucaia.

Segundo o MP, havia um conflito entre ele e a ex-companheira do comandante do bando (preso), que reivindicava para si o domínio do comércio de entorpecentes e armas de fogo. O controle, até então, pertencia a Miranda, que segundo o MP, resistia em passar o domínio das atividades ilícitas para a mulher.

As suspeitas foram confirmadas por meio de conversas em aplicativos de mensagens encontradas pelo MP no celular da mulher. O aparelho foi apreendido no dia 7 de abril último, durante Operação Guilhotina, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra integrantes de organizações criminosas do Ceará. O material recolhido foi analisado pelo Núcleo de Inteligência da Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (NUIP/DRACO), que apresentou o relatório técnico utilizado pelo MP na denúncia.

O POVO também teve acesso ao documento na íntegra. Os seis promotores responsáveis pela peça acusatória finalizam as argumentações dizendo que “há evidências suficientes de autoria e materialidade delitivas relativamente aos denunciados”. Ainda ressaltaram que a facção à qual pertencem Miranda e a mulher “pratica seus crimes mediante o uso de armas de fogo e com integrantes adolescentes, sobretudo para o cometimento de crimes de homicídios e roubos, dentre outros, como o tráfico de entorpecentes[...]”.

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Quadrilha desviou mais de R$ 10 milhões do SUS e do Fundeb em Russas, aponta CGU

CORRUPÇÃO
21:57 | Ago. 05, 2021
Autor Luciano Cesário
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Tipo Notícia

Um esquema de corrupção liderado por empresas, servidores públicos e membros de fações criminosas desviou mais de R$ 10 milhões dos cofres públicos da Prefeitura de Russas, na região do Baixo Jaguaribe cearense, entre os anos de 2013 e 2020, durante as duas gestões consecutivas do ex-prefeito Raimundo Weber de Araújo. Os desvios foram apontados em auditoria realizada pela Controladoria Geral da União (CGU), que identificou fraudes em processos licitatórios envolvendo verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Sistema Único de Saúde (SUS), oriundas de transferências constitucionais. Com base no relatório elaborado pelo órgão de controle, a Polícia Federal deflagrou a Operação Matrioska, nessa quinta-feira, 5, no objetivo de recolher provas e identificar os chefes do esquema.

No total, foram cumpridos 30 mandados de busca a apreensão em Fortaleza, Russas, Icapuí e Cascavel, no Ceará, além de Brasília (DF) e Caçapava do Sul (RS). A ofensiva contou com a participação de 140 policiais federais e dez auditores da CGU. Nos endereços alvo da Operação, os agentes recolheram documentos, celulares, veículos e bens de alto valor, não especificados. Também houve bloqueio de valores nas contas bancárias dos principais investigados, por determinação da Justiça. O montante financeiro e os nomes dos suspeitos não foram informados pela PF devido ao caráter sigiloso do inquérito.

De acordo com o delegado Antônio Clidemir Amora, a teia criminosa se divide em dois núcleos-base: o operacional, formado por empresários de diversos setores, e o político-administrativo, integrado por servidores públicos. “Cada um tinha uma atividade determinada e trabalhava de forma organizada. Empresas de educação, construção e contabilidade eram utilizadas para maquiar licitações e prestações de serviços à comunidade, tanto na Saúde como na Educação”, pontua o investigador.

A participação dos agentes públicos no esquema teria sido confirmada após a Justiça autorizar quebras de sigilo bancário de diversos servidores alvos da investigação. A PF identificou repasses de altas quantias, feitos pelas empresas que participam do esquema, para a conta desses funcionários.

Parte dos valores desviados, segundo o delegado Bruce Miler da Rocha, teria beneficiado empresas que já são investigadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) no âmbito do inquérito da “Operação Hora do Lanche”, deflagrada ainda em 2015, também em Russas, para apurar fraudes em licitações da merenda escolar. Na ocasião, a então secretária de Educação do Município, Morlânia de Holanda Chaves, e mais duas pessoas foram presas. “Nós conseguimos constatar a emissão de vários cheques sem destinatários, por parte das empresas investigadas. Cabe ressaltar que algumas são as mesmas que já foram alvo da Operação ‘Hora do Lanche’”, ressaltou Miller.

Ainda segundo o delegado, o eixo central do esquema é sustentado por uma empresa do ramo de turismo, que seria responsável por esconder a origem ilícita dos valores das autoridades financeiras do País. “A empresa de turismo participa diretamente do processo de lavagem de dinheiro. Como empresas que cometem essa prática normalmente têm diversos clientes, há também indícios de que ela foi usada por outras organizações criminosas”, detalha. Dentre os beneficiados com o dinheiro, segundo o delegado, está uma facção criminosa com atuação em âmbito nacional.

A investigação mostrou que pelo menos uma das empresas investigadas enviou ou recebeu dinheiro de integrantes dessa fação. Os envolvidos, segundo a PF, já são investigados em outros operações de combate ao crime organizado.

Até agora, ao menos 150 pessoas são investigadas no inquérito da Operação Matrioska. A Polícia chegou a pedir a prisão de alguns suspeitos, mas não teve as solicitações atendidas pela Justiça. Novos desdobramentos sobre o caso podem surgir nos próximos dias, a partir do aprofundamento da investigação, que deve realizar interrogatório e oitivas com os suspeitos, além de periciar todos os objetos apreendidos durante as buscas.

Irregularidades nas licitações

A auditoria da CGU que apontou o desvio de cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos de Russas se debruçou sobre 11 processos licitatórios realizados entre 2013 e 2019. Por envolver recursos Federais (Fundeb e SUS), coube ao órgão apurar todos os indícios de irregularidades nas contratações.

A apuração minuciosa identificou diversas ilegalidades, tais como alta de transparência; restrição à competitividade; vínculo entre os concorrentes; proposta lineares, ou seja, com valores quase idênticos, além de prorrogação de contratos sem justificativa e com valores acima do limite legal.

“Analisamos minuciosamente tanto os processos licitatórios e os pagamentos como o tipo de relação entre essas empresas investigadas. O relatório final não deixa dúvidas, houve desvios, e eles foram corroborados com as investigações posteriores da PF”, explica o superintendente interino da CGU, George Colares.

O POVO não conseguiu localizar o ex-prefeito de Russas Raimundo Weber e também não havia conseguido contato com a atual administração da cidade até a publicação desta matéria.

Nome da Operação

O termo Matrioska vem do conceito latino mater, que significa mãe. Em russo, a palavra é um diminutivo do nome matrena, que simbolicamente representa a fertilidade e a força da figura materna. Também faz alusão a um brinquedo de madeira chamado 'boneca-russa', produzido em série e com peças dispostas umas dentro das outras. Segundo a PF, a complexidade inerente ao processo de fabricação do objeto se assemelha à ramificação confusa da teia criminosa investigada pela Operação. 

Colaborou Angélica Feitosa

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Guerra sem Fim: O POVO disponibiliza episódio para todo o público

série documental
00:30 | Jul. 31, 2021
Autor O Povo
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Tipo Notícia

Os impactos das facções criminosas para a população cearense – a entrada para o crime, a expulsão de famílias, a sobrevivência de jovens nos territórios disputados pelos grupos armados – são assunto da série Guerra sem Fim, original do O POVO+, que chegou à sua segunda temporada. Para oferecer ao público uma amostra do documentário, O POVO liberou o acesso ao primeiro episódio desta segunda temporada para os não assinantes.

É uma oportunidade de conferir parte do documentário sobre a segurança pública no Ceará. O episódio “Refugiados Urbanos” aborda o problema de famílias cearenses expulsas de suas casas por facções criminosas nos territórios do medo.

Os jornalistas Demitri Túlio e Cinthia Medeiros, diretores da série, ressaltam que o formato audiovisual apresenta a problemática em tons mais reais do que a notícia lida, além de deixar mais acessível a compreensão das dimensões desse drama social. Para Vinícius Costa, analista de Assinaturas do O POVO, o acesso ao conteúdo será relevante para os leitores terem real noção do impacto das facções no Ceará, no cotidiano das pessoas e de suas consequências para o desenvolvimento dessas localidades e de seus moradores.

A série Guerra sem Fim mergulha nas consequências para as comunidades e para as famílias da presença das facções. São três episódios nesta segunda temporada. O segundo, "GDE: como nasce uma facção", aborda como a facção criminosa cearense GDE encontrou espaço para disputar territórios do tráfico de drogas com o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em Fortaleza. O que a difere das demais? No Episódio 3, "Juventude Sobrevivente", último da série, quem conta a história são jovens que construíram outros destinos em meio ao contexto de violência imposto pelas facções criminosas em Fortaleza. Jardz, Jô Costa e Felipe Rima compartilham a experiência de usar a arte como instrumento de uma revolução social.

Os jornalistas Demitri Túlio e Cinthia Medeiros são produtores e diretores da série. A primeira temporada foi lançada em maio de 2020. A segunda foi publicada em julho deste ano. Todo o conteúdo está disponível no O POVO+.

SERVIÇO
Episódio “Refugiados Urbanos” da série Guerra sem Fim liberado para não assinantes
Veja pelo link: https://materiais.opovo.com.br/gsf-ep1

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Guerra sem Fim: O POVO disponibiliza episódio para todo o público

SÉRIE ORIGINAL O POVO+
21:30 | Jul. 27, 2021
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Tipo Notícia

Os impactos das facções criminosas para a população cearense – a entrada para o crime, a expulsão de famílias, a sobrevivência de jovens nos territórios disputados pelos grupos armados – são assunto da série Guerra sem Fim, original do O POVO+, que chegou à sua segunda temporada. Para oferecer ao público uma amostra do documentário, O POVO liberou o acesso ao primeiro episódio desta segunda temporada para os não assinantes.

É uma oportunidade de conferir parte do documentário sobre a segurança pública no Ceará. O episódio “Refugiados Urbanos”, que aborda o problema de famílias cearenses expulsas de suas casas por facções criminosas nos territórios do medo, pode ser visto pelo link.

Os jornalistas Demitri Túlio e Cinthia Medeiros, diretores da série, ressaltam que o formato audiovisual apresenta a problemática em tons mais reais do que a notícia lida, além de deixar mais acessível a compreensão das dimensões desse drama social, o que dá à série um caráter ainda mais relevante. “Essa ação voltada para não assinantes é uma oportunidade de dar um alcance maior a esse trabalho documental tão importante para nosso Estado. É um convite para que se conheça um pouco mais da rica produção que a plataforma O POVO+ vem disponibilizando para seu público, em diferentes linguagens narrativas”, afirma Cinthia.

Ela destaca o tom documental da série ao retirar da invisibilidade institucional a forma como os grupos criminosos organizados interferem na vida em áreas periféricas de cidades cearenses.

Para Vinícius Costa, analista de Assinaturas do O POVO, o acesso ao conteúdo será relevante para os leitores terem real noção do impacto das facções no Ceará, no cotidiano das pessoas e de suas consequências para o desenvolvimento dessas localidades e de seus moradores. Também para saberem como cada ator social (sociedade, polícia, político) se posiciona e cria formas de não só combater a criminalidade, mas também de dar segurança à população. "Além disso, a ideia de deixar o primeiro episódio disponível é fazer com que o leitor saiba da qualidade que tem as produções do OP+", enfatiza o publicitário.

Um vídeo especial com os bastidores da série também foi disponibilizado ao público. Os detalhes da experiência de entrar neste universo das facções podem ser conferidos pelo link.

A série Guerra sem Fim mergulha nas consequências para as comunidades e para as famílias da presença das facções. Os jornalistas Demitri Túlio e Cinthia Medeiros são produtores e diretores da série. A primeira temporada foi lançada em maio de 2020. A segunda foi publicada em julho deste ano. Todo o conteúdo está disponível no O POVO+.

Serviço

Episódio “Refugiados Urbanos” da série Guerra sem Fim liberado para não assinantes

Veja pelo link: https://materiais.opovo.com.br/gsf-ep1

Guerra sem fim

1ª temporada: https://is.gd/vOdtuc

Episódio 1: A onda de violência

Com fortes imagens das ações do terror criminoso de janeiro de 2019, o episódio detalha os bastidores que levaram à eclosão criminosa, as estratégias das facções (PCC, CV e GDE) e a reação do Estado para conter a onda de violência. O objetivo dos criminosos era declarado: colocar o Estado do Ceará em calamidade pública.

Episódio 2: Tribunais do Crime

O funcionamento interno das facções criminosas no Ceará: como punem seus próprios integrantes?

Episódio 3: Caminhos do Crime

A entrada em organizações como as facções é um dos caminhos trilhados pelo crime. O que influencia esse cenário? Como é possível fugir do crime?

2ª temporada: https://bit.ly/3zft0J6

Episódio 1: Refugiados Urbanos

“Guerra sem Fim” olha para o cotidiano de terror de famílias cearenses expulsas por facções criminosas nos territórios do medo.

Episódio 2: GDE: como nasce uma facção

Saiba como a facção criminosa cearense GDE encontrou espaço para disputar territórios do tráfico de drogas com o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em Fortaleza. O que a difere das demais? Como sua ação pôde ser percebida a partir de atos de violência?

Episódio 3: Juventude Sobrevivente

No último episódio de Guerra Sem Fim, quem conta a história são jovens que construíram outros destinos em meio ao contexto de violência imposto pelas facções criminosas em Fortaleza. Jardz, Jô Costa e Felipe Rima compartilham a experiência de usar a arte como principal arma de uma revolução social.

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Capitão Wagner: As facções na política cearense

00:30 | Jul. 23, 2021
Autor Capitão Wagner
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Qual o destino de um estado onde o crime organizado protagoniza a política e os representantes são eleitos com o apoio de facções criminosas?

O que espera um cidadão de bem ou de uma cidade quando o seu prefeito, vereadores ou deputados são eleitos com as bênçãos do crime organizado?

É um contrassenso ético, moral e vital. É amedrontador olhar para o futuro quando analisamos o presente.

No último dia 19 de julho, o jornal O POVO publicou, com exclusividade, conversas obtidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), nas quais um integrante de uma facção criminosa diz que apoiou financeiramente políticos de municípios do Litoral Leste do Ceará nas eleições municipais de 2020.

Nas mensagens encontradas no celular apreendido de uma conselheira da facção Comando Vermelho (CV), também teria havido uma ordem proibindo campanha para os nossos aliados no Ceará. Quem caminhou nas ruas durante a eleição, quem mora nas comunidades, sentiu a forte pressão das facções sobre o nosso nome.

Um estado paralelo, o crime organizado que, além de crescer, diversificou suas operações para auferir mais lucros e poder enquanto o Estado fecha os olhos para o que está acontecendo.

O trágico é que, de acordo com um relatório produzido pela Draco, quatro facções atuam no território cearense, o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e a Família do Norte (FDN), mas a GDE cresceu de forma desordenada e domina a maioria dos bairros de Fortaleza, pasmem, com mais de 25 mil membros.

Se pararmos para pensar nessa representação, esse contingente elege, facilmente, seus representantes.

Quem ganha em um Estado desinteressado em sua segurança pública que deveria garantir o Estado de Direito, mas se alia a bandidos?

Virou rotina, infelizmente, ver comunidades inteiras serem expulsas de suas casas, dezenas de jovens serem mortos e esquartejados diariamente, jovens se exibindo em vídeos nas redes sociais, mostrando armas, munições e os crimes que cometem sem dó e piedade.

O que está sendo feito para mudar esta realidade? O silêncio do Governo do Estado impera e a inércia causa estranheza. A Justiça precisa acatar a denúncia e expor as entranhas desta parceria.

O futuro do Ceará está ameaçado. n

 

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Guerra Sem Fim: Como foi feita a série que mostra o impacto das facções no Ceará

SÉRIE ORIGINAL OP+
11:09 | Jul. 21, 2021
Autor Redação O POVO
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Redação O POVO Autor
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As facções criminosas se tornaram parte do cotidiano urbano do Ceará, e seus impactos vão além dos homicídios. A nova temporada de Guerra Sem Fim, série original O POVO Mais, mergulha nas consequências para as comunidades e as famílias da presença das facções. As outras formas de violência que atingem as pessoas. Aqui você conhece os detalhes da experiência de entrar nesse universo das facções e como a série fez para colocar o público dentro desse universo.

Assista aos bastidores em Olhando para a Guerra:

Neste vídeo que mostra os bastidores da produção, veja os detalhes da concepção visual da série. Como foram construídas as imagens, a iluminação como fator determinante para o clima da produção. As imagens captadas nos territórios das facções e as soluções para retratar os lugares onde não foi possível entrar.

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A construção e reprodução de alguns ambientes reais. A presença do artista Carlus Campos foi determinante.

E também como se deu a construção do roteiro e a edição. Você conhece os bastidores de como se faz uma série jornalística sobre tema tão delicado.

A segunda temporada vem a partir do sucesso da primeira, lançada em 2020. Diante da persistência do fenômeno dessa forma de organização do crime, os realizadores decidiram aprofundar o assunto, mergulhando em novas abordagens.

A série, dirigida por Cinthia Medeiros e Demitri Túlio, é fundamentada no jornalismo investigativo. Depoimentos de especialistas, profissionais de segurança e moradores das comunidades atingidas costuram a narrativa e ajudam a compreender o fenômeno.

Guerra Sem Fim

O POVO Mais lança a segunda temporada de Guerra Sem Fim, série original que mergulha no universo das facções no Ceará.

O primeiro episódio desta temporada mostra a realidade das famílias expulsas de casa pelas facçõesRefugiados Urbanos

O segundo episódio mostra a disputa interna no PCC que levou ao surgimento da GDEGDE: como nasce uma facção

O terceiro episódio conta a história do jovem que sonhou suceder o pai na hierarquia da facção, mas encontrou outro caminho pela arte, assim como de outros jovens: Juventude Sobrevivente

Nessa segunda-feira, 19, foi lançado o terceiro episódio da nova temporada: “Juventude sobrevivente” revela casos de jovens que conseguem sobreviver nesses territórios dominados pelo terror por meio da arte. Você confere aqui

Direção

Demitri Túlio

Cinthia Medeiros

Roteiro

Demitri Túlio

Arthur Gadelha

Coordenação de produção

Cinthia Medeiros

Direção de fotografia

Fco Fontenele

Julio Caesar

Assistência de direção e edição

Arthur Gadelha

Edição

P.H. Diaz

Abertura

Raphael Góes

Assista à primeira temporada 

1ª temporada, episódio 1: A onda de violência

Em janeiro de 2019, as facções criminosas no Ceará se uniram contra as ações rígidas dentro das penitenciárias, gerando a maior onda de violência do Estado. Como isso aconteceu?

Assista aqui

1ª temporada, episódio 2: Tribunais do Crime

O funcionamento interno das facções criminosas no Ceará: como punem seus próprios integrantes?

Assista aqui

1ª temporada, episódio 3: Caminhos do Crime

A entrada em organizações como as facções é um dos caminhos trilhados pelo crime. O que influencia esse cenário? Como é possível fugir do crime?

Assista aqui

 

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