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Homem preso com o pai por tortura é secretário-adjunto da Prefeitura de Aurora

As agressões teriam ocorrido em outubro do ano passado. Francisco Tavares de Oliveira Neto, 25, nega o crime. O pai dele também foi preso, por envolvimento no mesmo crime

15:07 | 08/04/2021

Francisco Tavares de Oliveira Neto, 25 anos, preso, na quarta-feira, 8, pelo crime de tortura é secretário-adjunto de Obras da Prefeitura de Aurora, a 464 quilômetros de Fortaleza. O crime teria sido praticado em outubro de 2020. Ele e o pai, José Ribamar Gonçalves, 52, são suspeitos de torturar funcionários de José Ribamar para que dissessem onde estava uma quantia em dinheiro que havia desaparecido. Chico Neto, como era conhecido o secretário-adjunto, já havia sido preso em 2006, suspeito de participação no arrombamento a uma agência bancária em Ipaumirim.

Na ação, foi apreendido um automóvel Chevrolet Cruze na casa de Chico Neto. Contra José Ribamar, que já estava em uma unidade prisional da região após ter sido preso por receptação, foi expedido um mandado de prisão. As ordens de prisão preventiva contra os dois foram expedidas no dia 31 de março.

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As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil e embasadas nos exames realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que atestaram agressões e a remoção de um dente de uma das vítimas. Segundo a Polícia, as prisões permitirão a realização de novas diligências, que terão como objetivo concluir o inquérito policial. Será investigado, ainda, a participação dos suspeitos em outros crimes ocorridos na região.

O advogado dos suspeitos, Luciano Daniel, afirma que qualquer conclusão da caracterização do crime é extremamente precoce. “Até agora, o que nós temos nos alvos do inquérito policial é o depoimento das vítimas, tão somente. Os nossos constituintes (suspeitos) sequer foram notificados para prestar esclarecimentos perante a autoridade policial. Por essa razão, nós entendemos que o decreto de prisão é absurdo, é completamente desmotivado, pois ele viola, além dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, também é completamente afastado das regras ou da motivação idônea necessária a um um enclausuramento”, disse, em áudio enviado por aplicativo de mensagem.

Ainda segundo a defesa, o procedimento ainda se encontra na fase investigativa e já foram tomadas as medidas necessárias de modo que os suspeitos possam responder o processo em liberdade.