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Capitão Wagner: facções migraram para o Ceará por verem que poderiam agir livremente

O deputado federal respondeu ao secretário da Segurança, Sandro Caron, que afirmou que Wagner atua para desestabilizar segurança do Ceará
18:34 | Set. 21, 2021
Autor Redação O POVO
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O deputado federal Capitão Wagner (Pros) reagiu às críticas do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Sandro Caron. O titular da SSPDS disse que as facções se reorganizaram a partir do motim de policiais militares, e que Wagner tem responsabilidade por isso. "O secretário é uma boa pessoa e foi escalado pelo governador pra me responder e só faz isso porque tem de cumprir as ordens do governador", respondeu Wagner ao O POVO. O deputado destacou que, desde 2006, "quando Cid (Gomes) prometeu resolver o problema da violência com o Ronda do Quarteirão", mais de 50 mil pessoas foram assassinadas no Ceará. "Isso é o mesmo que a população da cidade de São Gonçalo do Amarante ser exterminada."

Wagner disse ainda que as facções migraram de Rio de Janeiro e São Paulo porque viram, segundo ele, que poderiam agir livremente no Ceará. "Pergunta ao secretário quem fez acordo com as facções nas eleições passadas pra ganhar a eleição ("ele sabe muito bem) . Isso sim é enaltecer as facções. Eles não só enaltecem, mas são parceiros e aliados", acusou o deputado.

Ele diz ainda: "Pergunta ao Secretário quem proibiu os policiais de invadir as casas dos traficantes, mesmo em flagrante deito, exigindo do policial documento assinado pelo dono do imóvel (traficante) para invadir a casa do criminoso."

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Capitão Wagner afirmou também: "Os criminosos matam, arrancam a cabeça das vítimas, expulsam das suas casas, extorquem comerciantes, colocam tudo nas redes sociais e quem é que desestabiliza?"

Segundo o deputado, ele, Wagner, teve telefones grampeados e é seguido pela inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). "E ele não tem uma prova contra mim. Mande ele apresentar uma prova das acusações que ele fez." Wagner questiona: "Pergunta ao Secretário se ele autoriza uma auditoria nos equipamentos de grampo telefônico da SSPDS."

O capitão ainda "sugere" que Caron siga o exemplo do secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque. "Colocou ordem nos presídios quando todos diziam que era impossível colocar ordem lá. O secretário Mauro fala pouco e age muito. Por enquanto, o secretário de Segurança tem falado pouco e feito menos ainda", disse o Capitão. Ele salientou ainda que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou redução de investimentos do Estado em segurança pública.

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