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Com 9 casos suspeitos no Ceará, Secretaria da Saúde alerta para doença da "urina preta"

Profissionais de saúde devem ficar atentos aos pacientes que relatarem dor e rigidez no sistema muscular, dificuldade de andar, falta de ar e mudança na tonalidade da urina
21:26 | Set. 15, 2021
Autor Mirla Nobre
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Tipo Notícia

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) publicou uma nota técnica nesta quarta-feira, 15, para alertar sobre a Síndrome de Haff, conhecida como doença da "urina preta". Ao todo, o Estado registrou nove casos suspeitos da doença que estão sendo monitorados pela pasta. Dentre os casos, seis foram registrados em julho e três em agosto, sendo em quatro homens e em cinco mulheres. A síndrome de Haff consiste em uma rabdomiólise sem explicação. A doença está relacionada à ingestão de pescados e crustáceos contaminados.

Na nota técnica, a Sesa orienta que os profissionais de saúde devem ficar atentos aos pacientes que relatarem dor e rigidez no sistema muscular, dificuldade de andar, falta de ar, perda de forças, dor no estômago, dormência, diarreia e mudança na tonalidade da urina, principais sintomas da doença.

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Conforme a orientadora da Célula de Informação e Respostas às Emergências em Saúde Pública da Sesa, Sheila Santiago, é importante, ainda, investigar se houve consumo de crustáceos e pescados. “A toxina encontrada nos animais pode ser advinda de algumas espécies de algas marinhas que servem de alimento para os peixes e crustáceos”, informa.

A nota técnica reforça que, nos casos em que houve a ingestão dos alimentos com confirmação de sobras, deve-se avisar à Vigilância Epidemiológica do município para articulação de coleta. É importante que as notificações sejam feitas em até 24 horas a partir da suspeita inicial do caso ou surto.

Conforme a pasta, as notificações de casos/surtos para a síndrome de Haff devem ser registradas no Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) da Sesa. O alerta deve ser feito por e-mail: cievsceara@gmail.com ou pelos telefones: (85) 3101.4860 / (85) 98724.0455, em dias úteis, fins de semana e feriados. O aviso pode ser feito ainda ao município de Fortaleza nos telefones (85) 3452.6989 e (85) 98868.9893.

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Em relação aos casos notificados no Ceará, oito precisaram de internação hospitalar e um foi acompanhado em ambulatório. Dois pacientes necessitaram de cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma mulher de 24 anos e um homem de 81 anos. Três dos pacientes são residentes da Região Metropolitana e seis moram em Fortaleza.

Conforme a Sesa, os sinais e sintomas apresentados por eles foram: mialgia de início súbito na região cervical (pescoço, trapézio, dorso); mialgia de membros inferiores e superiores; urina escura (vermelha a marrom); artralgia e febre.

Doença da urina preta: quais os sinais e sintomas?

Os sintomas costumam aparecer entre duas e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos, de acordo com informações da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, além de dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo. Um dos principais sintomas, que dão o apelido da doença, é a urina cor de café. Isso acontece porque o rim tenta limpar as impurezas, causadas pelas lesões musculares. Febre não é muito comum. Confira os sintomas que podem surgir:

  • Ruptura de células;
  • Dor e rigidez no sistema muscular, tórax e rins;
  • Cãibras;
  • Dificuldade de andar;
  • Falta de ar;
  • Perda de força;
  • Fraqueza muscular;
  • Mialgias;
  • Urina de cor marrom;
  • Dor no estômago;
  • Cefaleia;
  • Dor nas costas;
  • Diarreia;
  • Dormência.

O tratamento consiste muito na hidratação, logo com o aparecimento dos sintomas. A intenção é diminuir a concentração da toxina no sangue, para favorecer a eliminação através da urina. Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é que, ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, uma unidade de saúde deve ser procurada.

A principal prevenção para a síndrome é não consumir pescados ou crustáceos de origem, transporte ou armazenamento desconhecidos.

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