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MPCE recomenda que 17 cidades adotem medidas para cobertura vacinal infantil

Recomendações foram entregues até o último dia 25 de junho. Forquilha, Aracati, Quiterianópolis, Barbalha, Maracanaú e Sobral estão entre cidades que receberam determinação

Gabriela Almeida
19:56 | 01/07/2021
No Ceará, a cobertura vacinal caiu em 2020. O MPCE explicou, em comunicado, que a pandemia contribuiu para isso (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
No Ceará, a cobertura vacinal caiu em 2020. O MPCE explicou, em comunicado, que a pandemia contribuiu para isso (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) recomendou que 17 municípios cearenses adotassem medidas para o cumprimento integral da cobertura vacinal infantil, seguindo o Programa Nacional de Imunização (PNI). As recomendações que foram entregues até o último dia 25 de junho, de acordo com informações do órgão, e as autoridades terão um prazo de 90 dias para as providências necessárias. 

Os 17 municípios que receberam a recomendação até a data citada foram: Forquilha, Aracati, Quiterianópolis, Barbalha, Maracanaú, Sobral, Juazeiro do Norte, Mombaça, Eusébio, Canindé, Crateús, Cruz, Itapipoca, Parambu, Tauá, Maranguape e Palmácia. Determinações foram encaminhadas para as Secretarias Municipais de Saúde, Educação e Assistência Social.

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A medida é realizada, segundo órgão, após dados do PNI apontarem uma queda dos índices de cobertura vacinais no Ceará nos últimos anos. Em 2020, por exemplo, somente 12 cidades cearenses atingiram todas as metas de cobertura vacinal, e 81 municípios não atingiram nem 75% da meta. Até agosto daquele ano, 81,3% das crianças estavam imunizadas. No mesmo período de 2019, o percentual era de 98,72%

Outra questão apontada pelo órgão é o fato de que muitas pessoas têm evitado comparecer, ou levar crianças, a unidades de saúde devido à pandemia da Covid-19, dificultando o processo de vacinação contra outras doenças. Dessa forma, as recomendações buscam fazer com que municípios mudem esse quadro.

“A atual situação da cobertura vacinal na maioria das cidades é muito grave e torna as crianças suscetíveis a contrair doenças imunopreveníveis, criando ainda, o risco da reintrodução de doenças já erradicadas", pontuou o promotor de Justiça e coordenador do CAOSaúde, Eneas Romero, em publicação no site do órgão. O representante ainda destacou o risco de que epidemias já controladas retornem.

Dentre as determinações solicitadas pelo MPCE, estão: a elaboração de estratégias, identificação de erros de registro e a realização de busca ativa de não vacinados por meio de visitas feitas por agentes de saúde. Além disso, também foi recomendado aos municípios "intensificar a vacinação de rotina" e capacitar profissionais da saúde.