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Ceará
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Bombeiros alertam banhistas para temporada dos ventos no Ceará

Pós-chuvas, o Estado passa por período com mais ventos e mais ondas. As condições são alarmantes para praticantes de esportes como o kite surf, e para a população idosa. Veja dicas de como se prevenir

22:41 | 01/07/2021
É nessa época, ainda, que acontecem as férias escolares e a alta estação turística (Foto: BARBARA MOIRA)
É nessa época, ainda, que acontecem as férias escolares e a alta estação turística (Foto: BARBARA MOIRA)

Com o fim da estação chuvosa, o Ceará passa por um período de mais ventos em junho e julho e, consequentemente, a movimentação das ondas do mar se torna mais intensa. As condições são alarmantes para praticantes de esportes como o kite surf, e para a população idosa. É o que afirma o comandante-geral da 2ª Companhia de Salvamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), tenente Carlos Vasques.

“Um pouco mais violento”, o mar pode ser perigoso para idosos devido à força das ondas, o que pode ocasionar lesões e fraturas. Já para os esportistas devem se preocupar com seus próprios níveis de instrução. “A prevenção é não se aventurar. Principalmente nessa época de ventos. A gente vê alguns acidentes acontecendo, pessoal perdendo o controle de sua pipa. Então, a prevenção é treinar antes de adentrar e usar equipamento”, explica.

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Carlos orienta banhistas a preferirem praias com espigões, pois estes atenuam a força das ondas durante o período de intensificação. “Os espigões diminuem as correntes. A formação de ondas acaba ficando muito reduzida”, diz. Praia do Futuro e Cumbuco são locais que exigem maior atenção, enquanto a maior parte da Praia de Iracema é propícia para um banho mais seguro.

Para a maioria do público, o principal motivo de preocupação deve ser as valas formadas por sedimentações trazidas pelas correntes. Segundo o tenente, elas marcam presença independente de época do ano. Apesar de existirem algumas mais fixas, a maioria delas não permanece muito tempo no mesmo local. Com a maré cheia, essas “depressões” se tornam áreas de riscos.

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Água mais gelada e parada, sem ondas, podem ser fatores de identificação de regiões com valas, ainda conforme o comandante-geral. “O incidente acontece nesse local. O banhista está naquela zona de rebentação, aí as ondas vão jogando ele até chegar nessa vala, que tem uma profundidade maior. Ele já perde o chão, e aí a vala tem uma corrente que puxa o banhista da praia para mar adentro. É aí que mora o perigo”, explica Vasques.

É nessa época, ainda, que acontecem as férias escolares e a alta estação turística, lembra ele. Portanto, há aumento da presença de banhistas e de potenciais perigos. Os afogamentos continuam sendo o maior fator de preocupação para quem quer aproveitar o mar. A atuação de guardas-vidas é essencial para a prevenção de incidentes, destaca Vasques.

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Isso porque estes profissionais analisam a situação das praias, permitindo que banhistas possam tomar conhecimentos de zonas potencialmente perigosas. Nessa época do ano, há um aumento na quantidade de guarda-vidas e de postos de atuação, afirma o tenente. “Há um incremento de pessoas e de maquinário. Justamente para dar vazão a esse aumento populacional”.