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Cocaína apreendida no Porto do Pecém havia passado por SP e RJ e iria para Europa

A cocaína estava escondida no casco de um dos navios de contêiner que atracaram no porto, na parte onde encontra-se a tubulação de esgoto e troca de água da embarcação
19:51 | Nov. 23, 2020
Autor Matheus Facundo
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Matheus Facundo Repórter do portal O POVO Online
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Tipo Notícia

Os 301 quilos de cocaína que foram apreendidos no Porto do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), nesta segunda-feira, 23, já tinham passado por outros portos no País, como São Paulo e Rio de Janeiro. O destino do final da droga era a Europa, onde seria comercializada para diversos países, segundo apurações da Polícia Federal (PF). Esta foi a terceira maior apreensão do entorpecente ilícito deste ano no Ceará.

De acordo com o delegado Samuel Elanio, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF, a Europa, onde o quilo da cocaína é vendido entre 30 e 40 mil euros, é o destino principal do tráfico internacional. "Depois de uma denúncia anônima fomos averiguar e conseguimos confirmar a existência dessa droga. Foi pedido apoio ao Complexo Portuário do Pecém, bem como da empresa do navio e dos mergulhadores do Corpo de Bombeiros", comenta Elanio.

A cocaína estava escondida no casco de um dos navios de contêiner que atracaram no porto, na parte onde encontra-se a tubulação de esgoto e troca de água da embarcação. A droga estava embalada em diversos blocos revestidos por plásticos coloridos, nos tons de vermelho, preto, azul, amarelo e branco.

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Não houve pessoas presas na ação. A PF e a perícia seguem nos trabalhos de diligências para descobrir a origem da droga e da organização criminosa por trás do esquema. "Está sendo apurado possíveis participações, sejam de pessoas do navio ou de terceiros. Mas é muito provável que essa droga foi colocada em outro estado e aqui [Pecém] foi só um ponto de passagem até pelo estado em que a droga se encontrava", informa o delegado. Conforme ele, a droga já estaria no navio há cerca de uma semana.

Samuel Elanio pontua ainda que à medida que as apreensões ocorrem, os criminosos vão modificando o modus operandi. "Eles deixam de colocar a droga em contêineres, colocando em cascos e outros locais para tentar despistar o trabalho policial. Toda organização que busca o tráfico internacional é alvo da PF e elas com certeza vão usar todos os meios possíveis seja no Ceará ou em outro estado", explica.

Apreensões

O caso desta segunda-feira, 23, foi a terceira maior apreensão de cocaína realizada em 2020. A primeira ocorreu ainda em maio, quando 546 kg da droga foram apreendidos também pela PF e posteriormente, em setembro, foram encontrados outros 346 kg, também no Porto do Pecém.

Tráfico pelos portos

Ainda este ano, no dia 11 de setembro, outro carregamento com 346 kg de cocaína foram apreendidos na zona portuária do Complexo do Pecém. Na ocasião, três pessoas foram presas. O POVO chegou na apuração a partir da apreensão de 20 quilos de cocaína, em tabletes, que iriam ser despachados do porto do Mucuripe, escondidos dentro do motor de um contêiner refrigerado. Caso ocorreu em outubro de 2018, num flagrante acidental.

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