PUBLICIDADE
Ceará
Noticia

Conheça a Pedra da Risca do Meio, parque marinho do Ceará que será cenário de game do O POVO

Com 23 anos de história, unidade de conservação é "refúgio biológico" do Estado

Gabriela Almeida
20:48 | 17/04/2020
Duas espécies comuns no Parque da Pedra da Risca do Meio são Lanceta-azul ou Peixe cirurgião azul (Acanthurus coeruleus) e, ao lado, o Paru-jandaia ou Ciliaris (Holacanthus ciliares)
Duas espécies comuns no Parque da Pedra da Risca do Meio são Lanceta-azul ou Peixe cirurgião azul (Acanthurus coeruleus) e, ao lado, o Paru-jandaia ou Ciliaris (Holacanthus ciliares) (Foto: Eduardo Freitas/Divulgação)

Única unidade de conservação totalmente submersa no mar cearense, o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio abriga, há 23 anos, biodiversidade rica e pouco explorada. Com o nome batizado por jangadeiros que navegaram em suas águas e localizada a cerca de 10 milhas náuticas (18 quilômetros) de distância do Porto do Mucuripe, a área de proteção terá sua riqueza marítima representada em Exploronautas, jogo digital elaborado pelo O POVO..

Criado por lei em 5 de setembro de 1977, o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio é uma unidade de proteção integral sob a gestão da Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema). A unidade tem área de 33,2km², temperatura da água de 27°C e até 30 metros de profundidade. Essas condições permitem o desenvolvimento de recifes de corais, que ficam completamente submersos. Além disso, possibilitam que espécies como as de peixes ósseos, peixes cartilaginosos, golfinhos e tartarugas sejam abrigadas.

De acordo com a Superintência Estadual do Meio Ambiente (Semace), a unidade foi pensada por diversas entidades governamentais e não governamentais para ser um “refúgio biológico”, protegendo a área de produção e alimentação das espécies marinhas e, ainda possibilitando o estudo e o desenvolvimento de programas de pesca sustentável. As atividades atualmente permitidas no local são: pesca artesanal e esportiva, tráfego de qualquer tipo de embarcação, coletas para fins científicos de pesquisa e mergulho autônomo com prévia autorização.

Segundo Marcelo Soares, professor do Instituto de Ciências do Mar (Labomar/UFC), em 2019 foram registradas 13 espécies sob risco de extinção no local. Essa não é, no entanto, a única curiosidade. De acordo com a Semace, o nome dado ao parque veio de homenagem de jangadeiros que navegavam por ali. O grupo denominava “riscas” as formações rochosas submersas onde se fixam microrganismos, batizando os pontos de pesca de: Risca do Mar, a Risca do Meio e a Risca de Terra.

Voltando os olhos para o mar

Marcelo coordenou o Plano de Manejo do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, entregue em dezembro do ano passado para a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema). De acordo com ele, em 23 anos de existência não havia sido feito ainda um planejamento de preservação, biodiversidade e turismo ecológico para a unidade de conservação. Segundo o professor, as ações elaboradas nesse plano vão permitir que a população “volte os olhos para o mar”.

Elaborado a partir de diagnóstico do meio físico, biológico e social, o planejamento foi uma iniciativa entre órgãos governamentais e organizações da sociedade civil, iniciado ainda em fevereiro de 2019. De acordo com a Sema, foram garantidos R$ 2 milhões pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) para realização do projeto. Dinheiro também deve ser investido na instalação de uma base na Beira Mar, aberta ao público, onde serão expostos fotos, vídeos e informações sobre a Pedra do Meio.

A importância do plano, segundo Marcelo, está em “aproximar o mar das pessoas”. Ele pontua que sem o planejamento, o ambiente estava se degradando. Entre as ações do projeto estão a fiscalização da pesca, incentivo a prática de mergulho e a outras atividades que movimentam a economia no espaço. O plano se encontra em análise na Sema e deve ser colocado em prática ainda em junho deste ano.

Game Exploronautas

 

“Olá meu nome é Yara! Eu preciso muito da sua ajuda!”, essa é a primeira frase que aparece no jogo digital Exploronautas, elaborado pelo O POVO. A moça inspirada no folclore brasileiro aparece no cenário da Pedra da Risca do Meio, pensado para fazer com que jogadores conheçam a unidade de conservação.

O jogo, que será lançado neste sábado, 18, é uma franquia que fala de vários assuntos de ciência natural e o parque ecológico é o primeiro episódio dele. De acordo com Ítalo Furtado, game designer do projeto, a ideia de cenário veio da editora de Cidades do O POVO, Sílvia Bessa, que pensou em trazer a temática para que jogadores conheçam as riquezas do Parque.

Após “mergulhar” no mar durante o game é possível fotografar algumas das várias espécies que habitam no mar da Risca do Meio. Ao final, é possível ver as fotos e conhecer o nome das espécies registradas, além de detalhes sobre os hábitos de cada animal. Além do Exploronautas, outros três jogos do O POVO serão lançados neste sábado.

Para jogar, clique aqui!