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Ceará
NOTÍCIA

Volume de água nos açudes cearenses está 40% maior do que o mesmo período do ano passado

Os números são melhores no sistema que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza: Pacajus, Pacoti, Gavião e Riachão

Lucas Braga
17:58 | 07/02/2020
Açude Castanhão, maior reservatório do Ceará (Foto: Fábio Lima)
Açude Castanhão, maior reservatório do Ceará (Foto: Fábio Lima) (Foto: Fábio Lima )

Com 2,73 bilhões de metros cúbicos de água, os açudes cearenses têm 40% mais água nesta sexta-feira, 7, do que no mesmo dia do ano passado. Um ano atrás, a situação era mais crítica, com apenas 10,47% da capacidade preenchidos, ou seja, 1,95 bilhão de m³. As informações são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Neste início de quadra chuvosa, os açudes têm 14,65% do volume. Os números são melhores no sistema que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza (Pacajus, Pacoti, Gavião e Riachão), com o dobro da água que tinham em 7 de fevereiro de 2019.

Contudo, os principais açudes, Orós e Castanhão, têm situação pior que um ano atrás. Inclusive, os números pioraram desde janeiro. O Orós tinha 5,4% de sua capacidade preenchidos, caiu para 5,2% no início de janeiro e agora tem apenas 4,8%.

O Castanhão tinha 3,68% antes da quadra chuvosa de 2019. Atualmente, está em volume morto, com 2,47%. Da capacidade de 6,7 bilhões de m³, tem 165 milhões de m³.

Comparando a situação das bacias, todas estão com volume maior do que na mesma data de 2019, exceto as bacias do Salgado, Banabuiú, Alto Jaguaribe e Médio Jaguaribe.

Aporte

Os dez açudes que receberam maior aporte entre 6 e 7 de fevereiro de 2020 são:

Itaúna - Coreaú: 849 mil m³
Araras - Acaraú: 819 mil m³
Acaraú Mirim - Acaraú: 727 mil m³
Gangorra - Coreaú: 528 mil m³
Jaburu I - Serra da Ibiapaba: 504 mil m³
Pentecoste - Curu: 362 mil m³
Gameleira - Litoral: 317 mil m³
Quandú - Litoral: 270 mil m³
Angicos - Coreaú: 237 mil m³
Malcozinhado - Metropolitanas: 203 mil m³

Os seis primeiros dias de fevereiro garantiram 50% do volume de chuvas considerado dentro da média para o mês, no Ceará. Foram 59,2 milímetros (mm) em média, ante os 118,6 mm esperados.

As chuvas têm sido bem distribuídas dentre as oito macrorregiões do Estado, conforme o Calendário de Chuvas da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O melhor índice é do Litoral de Fortaleza, que já alcançou quase 74,10% do esperado para o mês. Regiões consideradas mais críticas como Sertão Central e Inhamuns, Jaguaribana e Cariri também têm recebido bons aportes.

Todas as macrorregiões foram banhadas pelas águas dos primeiros dias da estação chuvosa: Jaguaribana (61,2 mm), Maciço de Baturité (67,8 mm), Sertão Central e Inhamuns (51,3 mm), Litoral de Pecém (57,9 mm), Cariri (69,5 mm), Litoral Norte (62, 5 mm) e Ibiapaba (51,8 mm). Uma das regiões mais críticas do ponto de vista do abastecimento hídrico, Jaguaribana registrou 53,3% do volume médio do mês, seguido de Sertão Central e Inhamuns (48,7%) e Cariri 41,6%.

O volume dos primeiros seis dias da quadra tem confirmado expectativa do prognóstico para a estação chuvosa. São 45% de probabilidade de chuvas acima da média para o primeiro trimestre. A possibilidade mais animadora é seguida de 35% de chances para a categoria em torno da normal e 20% para a categoria abaixo da normal para o trimestre.

A previsão da Funceme é de que fevereiro e março sejam os meses mais chuvosos do quadrimestre chuvoso. Em 2019, os quatro meses do período chuvoso finalizaram com volume dentro da média (676,3 mm). Leia mais aqui.