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NOTÍCIA

Acusados de matar estrangeiro no Eusébio confessam crime

Walter Max Voigtlander, empresário estrangeiro de 85 anos que morava sozinho, foi encontrado morto na residência no bairro Olho Dágua, no Eusébio, na última quinta-feira, 12 de dezembro

16:45 | 16/12/2019

Após investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia Metropolitana do Eusébio, foram presos os autores do assassinato do empresário Walter Max Voigtlander, encontrado morto na última quinta-feira em sua casa no Eusébio. Os acusados, que confessaram o crime após interrogatório,  são Miguel da Silva Correia, de 24 anos; sua esposa Maria Luana Nicolau Pereira, 23, e a amiga do casal Vaneska Silva Oliveira, de 22 anos. Eles estão sendo investigados também por serem autores de um roubo, que aconteceu na mesma residência, em outubro.

De acordo com Everardo Lima, delegado titular da Delegacia Metropolitana do Eusébio, após investigações  e após cruzar com informações do DHPP e outras recebidas anonimamente, chegaram ao nome de Miguel. “Decidimos, então, mesmo sendo suspeito, interrogá-lo. Então no último sábado, 14 de dezembro, após as 20h, fomos à casa dele. Não abordamos diretamente o assunto, mas aconteceu o que estávamos esperando: ele confessou o crime e contou detalhes. Disse que estava com a consciência pesada e já estava pensando em se entregar”, afirma o delegado.

Segundo o delegado, o acusado alegou que a intenção era realizar um roubo. Maria Luana, companheira de Miguel, afirmou que participou do crime após muita insistência do companheiro. Vaneska falou à polícia que foi chamada por Miguel, já que acharam que somente os dois não dariam conta do crime.

Após investigações, foi descoberto que os autores entraram no sítio da vítima no último dia 7 de dezembro, por volta das 18h30min, e se esconderam na propriedade, para esperar a chegada da vítima. Quando Walter chegou, houve uma luta corporal entre Miguel e a vítima, que, de acordo com os três, portava um canivete e tentou se defender do ataque. Miguel caiu no solo com a vítima e tentou imobilizá-lo com uma “gravata”, mas Walter resistiu. Então ele chamou Maria e Waneska para ajudar a imobilizá-lo. Após Miguel conseguir deixá-lo inconsciente, amarrado em uma coluna, vendá-lo e amordaçá-lo, levaram sua mochila, que tinha R$ 139 e o celular da vítima.

“No início, Miguel alegou que teria ido com a intenção de furtar objetos da residência do estrangeiro e não pretendiam matá-lo, aproveitando que ele estaria ausente. Mas acabamos descobrindo que eles foram lá para abordar a vítima, pois descobrimos que ele já havia levado o cinto, as cordas e o pano que eles usaram para prender a vítima”, informa o delegado. 

O delegado afirma que descobriu que Walter era sócio de um shopping no Eusébio e levava uma vida simples, tinha pouca mobília na grande propriedade em que morava, não tinha carro, usava apenas uma bicicleta e roupas simples. “Ele falava muito com as pessoas, era bastante conhecido. Não incomodava ninguém”, comentou.